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Sessão Classic 9: Parasite Eve (1998)


Essa semana fiquei sem internet em casa. Minha filha nasceu na quinta-feira (14/03) e meus únicos passatempos eram cuidar da pequena e… jogar “Parasite Eve“. Esse game é um clássico que chegou pra bater de frente com “Resident Evil” e até hoje faz sucesso entre os nostálgicos. Que tal relembrar os bons tempos de matar monstros no estilo de “Final Fantasy“? Bora lá!

A Square (mais conhecida como Squaresoft na América do Norte e Europa), bem conhecida nos anos 90 por conta dos sucessos atribuídos a games como “Chrono Trigger“, “Secret of Mana” e “Xenogears“, antes de se fundir com a rival Enix resolveu inovar no fim da década com uma espécie de game diferente. Vendo que a Capcom estava emplacando o estrondoso sucesso de “Resident Evil” e que o gênero “survival-horror” estava se tornando muito popular entre os jogadores, resolveu apostar nessa fórmula e lançou “Parasite Eve“.

Aya sendo uma boa policial: perguntas primeiro, tiros depois
Aya sendo uma boa policial: perguntas primeiro, tiros depois

 

Criado por Hideaki Sena, o sucesso das mitocôndrias e monstrengos combatidos pela detetive Aya Brea estavam por vir. Mas a Squaresoft pensou consigo mesma: “Como vamos lançar um survival-horror se nosso foco principal é RPG’s?”. Simples, só juntar tudo num só. E não deu outra, “Parasite Eve” fez um sucesso imediato ao ser lançado em março de 1998 no Japão e desembarcando no ocidente em setembro do mesmo ano.

Convenhamos que Aya está uma tetéia nesse vestidinho preto
Convenhamos que Aya está uma tetéia nesse vestidinho preto

A trama girava em torno das mitocôndrias, que graças aos estudos do sombrio cientista Hans Klamp (descobridor da mitocôndria Eve), ficaram fora do controle a ponto de sitiar toda a cidade de Nova York. Aya Brea, uma jovem detetive que acabou de ser admitida no 17º Departamento de Polícia de Nova York, se vê no meio de toda aquela confusão ao descobrir que possui controle total sobre as mitocôndrias mutadas em suas células, dando a ela poderes inimagináveis.

O game se saiu muito bem nas vendas, chegando a bater de frente com “Resident Evil 2” por um bom tempo entre 1998 e 1999, mas nesse ano chegaram “Silent Hill“, da Konami, e “Resident Evil 3” e o páreo permaneceu entre os dois últimos. Mas o fim não ficava por ali. “Parasite Eve 2” chegou no fim de 99 pra 2000 ainda chegando a combater com os títulos da Capcom e Konami por um tempo e também foi um sucesso de vendas e crítica. Mas do segundo game falaremos em outra oportunidade.

Essa foi uma das vilãs que menos deu raiva no mundo dos videogames. Estranho...
Essa foi uma das vilãs que menos deu raiva no mundo dos videogames. Estranho…

 

O ritmo de combate é bem semelhante aos RPG’s que a empresa já tinha lançado anteriormente, mudando somente o fato de que a movimentação de Aya e a câmera eram de funcionalidade semelhante à vista em “Resident Evil”. Além de um arsenal incrivelmente amplo desde pistolas até a bazucas de vários modelos e potências diferentes, sem falar nas munições.

As batalhas eram frenéticas. Ou você atirava ou usava os poderes de Aya
As batalhas eram frenéticas. Ou você atirava ou usava os poderes de Aya

Além das armas, Aya também contava com o sistema “Parasite Energy”, que eram seus poderes em combate. Aya podia deixar o oponente mais lento, descobrir seus pontos fracos, curar a si mesma e até lançar bolas de fogo. Tal sistema foi o trunfo de “Parasite Eve” já que os jogadores podiam lutar usando armas de fogo ou somente os poderes mágicos da personagem.

Em Parasite Eve, Nova York não é um bom lugar pra dar um rolê
Em Parasite Eve, Nova York não é um bom lugar pra dar um rolê

Na época, “Parasite Eve” recebeu 7.4/10 do IGN, 7.2/10 do Gamespot e a Game Rankings deu 77% de proveito para o game, ótimas notas para a época. A trilha sonora do game é memorável, tanto que recebeu dois discos, um com a trilha sonora oficial e outro chamado de “Parasite Eve Remixes” com releituras remixadas e remasterizadas por vários DJ’s.

Os bichos de Parasite Eve só perdem para os de Silent Hill no quesito feiura
Os bichos de Parasite Eve só perdem para os de Silent Hill no quesito feiura

“Nostalgia” é a palavra que vem à mente quando ouvimos falar sobre “Parasite Eve” e não é por menos. O título marcou uma geração inteira de gamers e sua estadia no PlayStation o fez tornar ainda mais incrível do que já era. Sem falar que ensinou muito mais sobre Biologia do que as escolas…

Sobre o Autor

Felipe Felizardo

Jogador de gueimes, conhecedor de survival horror, pai da Cecília, Power Ranger nas horas vagas e muito rico. De saúde.

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