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Sessão Classic 10: Duck Tales (1989)

Como todos sabem, a Capcom pegou todo mundo de surpresa com o anúncio de Duck Tales Remastered, um remake completo do grande clássico do NES.

A mesma nostalgia que me fez quase arremessar dinheiro na tela, eperando pela oportunidade de jogar, está me fazendo escrever meu primeiro artigo aqui, na Sessão Classic. Porque que melhor hora do que essa para falar de Duck Tales?

Desenvolvido e publicado pela Capcom, e lançado em 1989, Duck Tales contou com uma equipe muito semelhante à de Megaman, com nomes como Keiji Inafune, e Yoshinori Takenaka na equipe, o que já dá uma boa idéia do porque os padrões de qualidade do jogo são altos, com cenários coloridos, música memorável e gameplay sólido.

A história do jogo era bastante simples, e bem semelhante a todos os episódios do saudoso desenho do mesmo nome: Tio Patinhas (Scrooge McDuck) viaja pelo mundo em busca dos cinco tesouros lendários, para se tornar ainda mais rico. Claro que você contará com a ajuda de todo o elenco de Duck Tales, como Capitão Boing, Huguinho, Zezinho e Luisinho, e até mesmo Bubba (alguém ainda se lembra do Bubba?).

O jogo é dividido em 5 fases: Amazônia, Himalaia, Minas Africanas, Transilvânia e a Lua. Cada uma das fases guarda um tesouro lendário, e após coletar os 5 tesouros, você pode acessar a fase final, que acontece também na Transilvânia.

Existem também dois tesouros secretos espalhados pelo mundo. Eles não só servem para aumentar ainda mais a fortuna do Tio Patinhas, como também.servem para habilitar um final secreto.

O jogo possui três finais, o normal, que você consegue terminando o jogo normalmente, apenas derrotando o chefe final; o final bom, que é obtido conseguindo não só os dois tesouros secretos, como também pelo menos 10.000.000 $; e o final ruim, que por acaso é o mais difícil de conseguir, obtido zerando o jogo totalmente sem dinheiro. O que muda nos finais é a matéria do jornal, mostrada na última cena.

Duck Tales segue uma dinâmica não-linear, de modo que as fases podem ser feitas e refeitas em qualquer ordem. Inclusive para conseguir todos os tesouros, um pouco de backtracking é necessário.

O ponto chave da mecânica do jogo é a bengala do Tio Patinhas, que é usada para basicamente tudo no jogo, desde matar inimigos, até revelar baús secretos. Duck Tales tem um bocado de itens escondidos, entre power-ups e tesouros secretos. Itens que aumentam a sua barra de HP máximo também estão presentes, mas só para os que procurarem a fundo.

A música do jogo é memorável, em especial a da fase da lua, considerada uma das melhores trilhas do NES. Babem na maravilha 8-bits que é essa música:

Duck Tales recebeu uma continuação, Duck Tales 2, lançada em 1993. Infelizmente, apesar de manter o padrão de qualidade do jogo anterior, sua sequência não fez tanto sucesso, pois em 1993 todos estavam concentrados na geração 16-bit, do Mega Drive/Super Nintendo.

Para os que nunca tiveram a chance de jogar, faça um favor a si mesmo, e aproveite um dos maiores tesouros da era 8-bits. Se você já jogou, jogue de novo! É a melhor coisa que se pode fazer enquanto espera por Duck Tales Remastered.

 

Sobre o Autor

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Luiz Felipe Guimarães

Artista, modelador e apreciador de todos os estilos de jogos. Tem um diploma de graduação em biologia guardado em algum lugar. Só não sabe onde.

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