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Sessão Classic Especial Halloween 3 – Castlevania III: Dracula’s Curse (1989)

Estamos no dia de Halloween, e começando o terceiro episódio do especial da Sessão Classic! Agora, como já falamos na coluna anterior, vamos voltar às origens (de mais de uma forma), e relembrar Castlevania III: Dracula’s Curse!

Dracula’s Curse foi lançado para Famicom em 1989, e um ano depois no Ocidente, no NES, e após isso, ganhou um port para celulares em 2006, fiel a versão de Famicom/NES, e foi levado para o Virtual Console do Wii, em 2008. O jogo abandona a idéia de um adventure com elementos de RPG para voltar ao estilo de plataforma, ao contar a história de Trevor C. Belmont (Ralph C. Belmondo no Japão), ancestral do herói original, Simon.

A história se passa 215 anos antes das aventuras de Simon, quando Drácula causava o caos na Transilvânia. Antes que a Europa toda seja consumida pela escuridão, o papa convoca Trevor Belmont, atual portador do Vampire Killer, de volta a Wallachia, cidade onde se encontra o castelo do vampiro, e mesmo lugar de onde os Belmont foram banidos anos antes, pela população local, que temia o seu poder sobre-humano. Mas Trevor não estará sozinho em sua busca por justiça.

Uma das mais interessantes características de Castlevania III são os vários personagens que o jogador pode controlar, 3 além do protagonista: Grant DaNasty, um pirata amaldiçoado por Drácula, Sypha Belnades, uma bruxa disfarçada que busca a destruição do Conde, e Alucard, famoso filho de Drácula. Além de Trevor, o jogador só poderá controlar mais um entre os 3 personagens extras, alternando entre eles utilizando o Select. Cada personagem tem as suas habilidades especiais, e dependendo da sua escolha, o final do jogo muda.

Assim como seu antecessor, Castlevania III possui múltiplos finais, que dependem de qual personagem está acompanhando Trevor, no total são 4 (contando com o final que Trevor está sozinho). No final com Grant, é visto que o pirata reforça sua amizade com Trevor, e dedica a sua vida a reconstruir Wallachia, em ruínas graças à Drácula. No final com Sypha, diz que apesar da vida difícil, ela se sente mais confortável ao lado de Trevor, e ambos se casam. O final com Alucard mostra que o vampiro está consumido pela culpa por ter matado o próprio pai, e volta a dormir indefinidamente.

Outra característica interessante está no número de fases, que são 15 no total, bem mais do que o primeiro mas o jogador só poderá ter acesso a 9, graças à certas bifurcações que você pode encontrar ao longo do jogo. As bifurcações também levam a habilitar personagens diferentes, de modo que não é possível conseguir achar todos em um só gameplay.

E como não poderia deixar de faltar, existem algumas diferenças notáveis entre o original de Famicom e o port para NES. Vamos à lista:

  • A música do cartucho de Famicom é mais complexa, graças a um chip especial exclusivo da fita japonesa, o VCR6, em contraste com o mais simples MMC do cartucho de NES;
  • Grant, na versão americana, atacava com uma adaga, com um alcance minúsculo, já o Grant japonês arremessava adagas, o que deixava o jogo mais fácil;
  • Na versão americana, os inimigos dão todos a mesma quantidade de dano, que vai aumentado conforme o progresso do jogo. A versão japonesa apresentava inimigos com dano diferenciado, o que de certa forma deixava o jogo mais fácil também;
  • Os inimigos na duas versões possuem sprites com coloração diferente, e padrões de ataque levemente diferenciados;
  • Na última fase, após perder para Drácula, o jogador é obrigado a fazer a fase inteira de novo (a segunda seção, ao menos), na versão americana. A versão japonesa faz o jogador voltar até a porta da sala do último chefe, mais uma prova de que o jogo japonês é mais fácil;
  • Drácula em sua última forma é mais difícil na versão americana, atirando muito mais lasers dos olhos do que o original;
  • As estátuas seminuas na fase 8 do japonês foram censuradas na versão americana;

 

Castlevania III: Dracula’s Curse elevou o padrão de qualidade da série, e foi também o útimo jogo a ser portado para o NES/Famicom, e é um dos melhores do console. Vamos ficando por aqui, e no próximo artigo da Sessão Classic, vamos avançar ate o Super Nintendo, com Super Castlevania IV! Até lá!

Sobre o Autor

Luiz Felipe Guimarães

Artista, modelador e apreciador de todos os estilos de jogos. Tem um diploma de graduação em biologia guardado em algum lugar. Só não sabe onde.

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