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[GameFM Reviews] Diablo III: Reaper of Souls (PC) – Análise

Mesmo depois do lançamento controverso de Diablo III, mesmo depois das reclamações dos fãs e de toda a ira que foi direcionada para a Blizzard pelos mais fanáticos, Diablo III: Reaper of Souls acabou por ser muito esperado.

Mas muito do hype da expansão era pelo fato de Diablo III ser um jogo com problemas. Problemas tipo o loot, que era horrível, e problemas tipo a casa de leilões, que desagradou muita gente. Desde o lançamento de Diablo III, a Blizzard vem tentando descobrir o que fazer com o jogo, apesar de todos os jogadores saberem o que havia de errado mesmo antes de jogarem. A empresa então acordou e resolveu dar ouvidos a comunidade, e o desenvolvimento de Reaper of Souls começou.

Apesar de ter recebido alguns reviews positivos, em sua grande maioria as críticas eram raivosas. O problema das críticas, porém, eram os críticos e o que eles esperavam do jogo. Existem dois tipos de jogadores de Diablo, um que vai em busca dos objetivos e termina o jogo e fica feliz e outro que espera estar sempre se divertindo com o jogo, meio que para sempre, com era com Diablo II. Diablo III foi planejado para um público mais abrangente e o fãs de Diablo II se sentiram deixados de lado.

Dois anos se passaram e o jogo passou por mudanças gigantescas em sua estrutura. Primeiro com o Loot 2.0 e agora com os novos recursos que foram adicionados em Reaper of Souls. Acabou o pesadelo de se passar incontáveis horas procurando um item lendário. O Loot 2.0 torna a experiencia de Diablo III muito mais recompensadora com menos itens lixo (brancos) e mais drops raros com melhores características, frequentemente apropriadas para a classe que os encontra (drop inteligente). Eu comecei a jogar com uma Arcanista level 53 e em pouco tempo já tinha dropado um item lendário. O jogo se mostrou muito mais interessante desta forma.

A Blizzard precisava atentar ao problema do sistema de loot e, de forma inteligente, aplicou o Loot 2.0 para todos os jogadores, tenham eles a expansão ou não. Todos aqueles que achavam que o sistema de loot de Diablo III era ruim deve dar mais uma chance ao jogo e experimentar as mudanças. Certamente não irão se arrepender.

Reaper of Souls traz novo conteúdo na forma do Ato V, que traz novos cenários ao jogo. Estes são mais escuros que a maioria das áreas de Diablo III. O novo conteúdo retorna ao estilo mais gótico e traz de volta uma nostalgia perdida desde de Diablo II. O novo ato não é necessariamente grande, é possível passar pela expansão em apenas 4 horas pegando um personagem já bem desenvolvido e equipado e logo chegar em Malthael e a batalha final. O Ato V é divertido, mas acaba rápido demais com um personagem pré existente, mesmo se você procurar todos os eventos que existem nos novos mapas.

Outra grande adição ao jogo é na nova classe, o Cruzado. Ele é uma classe que combina melee e ataques a distância com golpes ferozes e habilidades de arremesso. Os jogadores de Diablo II irão ver esta classe com o o mais próximo de um paladino, com arremessos de martelos e habilidades sagradas. Mesmo para quem estava acostumado com o Arcanista (meu caso), o cruzado foi uma mudança agradável, permitindo um combate mais direto ou uma abordagem a distância quando necessário. O Cruzado é um personagem divertido que e soma muito às já boas classes de Diablo III, embora particularmente eu gostaria elas fossem mais numerosas.

Depois de completar o jogo em si, o jogo abre o novo modo Aventura. Nele é possível passar por todas as áreas do jogo sem precisar se prender a historia e ouvir os diálogos novamente. O modo aventura é a mais interessante nova característica de Reaper of Souls para os jogadores veteranos. Com ela podemos ir a qualquer lugar de Santuário (o mundo do jogo) e participar de uma série de desafios em cada um dos atos, na eterna busca do equipamentos melhores. No modo desafio também é possível coletar as Pedras Angulares para abrir as Fendas Nefalem e os Estilhaços Sangrentos. A boa nova é que estes desafios mudam, então há muito replay dentro do modo aventura. Certamente você acaba topando com um ou outro desafio novamente, mas há suficiente para sempre ver coisas novas. Esta é a maneira de fazer com que os fãs continuem sempre jogando.

Encantar itens é outra nova característica de Reaper of Souls, ela permite que você troque características de seus equipamentos por outras, o encantamento é feito pela nova personagem NPC Myriam. Inicialmente, ela deveria ter sido incluída em Diablo III, mas foi atrasada para Reaper of Souls. O encantamento é caro, gasta recursos preciosos e só pode ser feito em itens raros ou legendários. No passado isso seria um problema, mas agora tanto um quando o outro dropam em quantidades razoáveis e raros agora são drops mais comuns para jogadores em níveis mais altos. E tem um porém, você não sabe exatamente qual característica vai substituir aquela que você não quer mais, então, você deve tentar algumas vezes para criar o equipamento perfeito para você. Ainda assim, o encantamento funciona bem e é uma boa maneira que a Blizzard encontrou para manter os jogadores no jogo.

Uma outra mudança importante no jogo foi a escala de dificuldade. Agora, não apenas os bosses escalam, mas também os subs e os mobs. A sensação do desafio é clara quando lutamos com os monstros agora e ela escala de acordo com o seu nível e a dificuldade escolhida.

Reaper of Souls trouxe a franquia Diablo de volta aos eixos e a Blizzard tem planos de expandir tudo ainda mais. Eu gostei muito de jogar a expansão agora que o jogo está melhor equilibrado. O preço, R$ 79,90 está dentro dos padrões, tradição da Blizzard em trazer preço justo para o Brasil. A Blizzard claramente fez um esforço bastante grande em acertar os problemas de Diablo III, indo na raiz dele e tornando o jogo muito mais agradável, mas para aproveitar todas as melhorias, é necessário ter a expansão. A Blizzard sabe que a expansão é um passo importante para a história do jogo e fez de tudo para melhorá-lo. Diablo III finalmente está de volta e se você jogou o original e não ficou feliz, talvez seja a hora de reinstalar o jogo e dar uma nova chance. Com certeza vale a pena.

Sobre o Autor

Rodrigo de Souza

Game Designer, Professor e Pai (Não nessa ordem).
Gamer também, quando dá tempo.

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