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Insurgency – GameFM Indiespensável

Conhece Counter Strike e S.W.A.T. 3? Então deixa-lhes apresentar Insurgency, um FPS tático indie produzido pela New World Interactive lançado para Steam em 22 de janeiro de 2014 que vai te fazer perder o preconceito de que ele é só mais um FPS no PC.

Eu, particularmente, busquei por anos um jogo de tiro que trouxesse a carga espiritual de S.W.A.T. 3 e 4 para um cenário atual; Insurgency é justamente isso, um FPS que te colocará em partidas online de pirar o cabeçote no melhor estilo tático hardcore.

Armas em punhos e bora conosc… ih cara, já tomou um HS? Sem problemas, segue o protocolo aqui que no final desse Review você estará pronto para matar mais que o Rambo!

História e Ambientação – 7.5/10

Insurgency não tem uma história propriamente dita, as informações que temos é que são dois times lutando pelo sucesso. De um lado temos as Forças de Segurança (ou Security Forces), que tem como objetivo a defesa da segurança pública contra os Insurgentes (ou Insurgents), que agem como terroristas para também atingir os seus objetivos.

É bem “Ctrl+C Ctrl+V” da velha trama baseada naquela desculpa clássica para colocar duas facções se explodindo por aí num cenário de guerra moderna.

Enfim, não tem muito o que se explorar aqui, apenas que, para um indie arcade, essa padronização funciona muito bem, assim como ocorre em Battlefield ou em Counter Strike (pelo menos nas suas versões multiplayer).

Quanto à ambientação ela cumpre muito bem o seu papel, os cenários de guerra são bem representativos, as armas, sons, efeitos, tudo funciona bem para que o jogador se sinta imerso nessa guerra.

Como ele é um jogo mais tático que o de costume, com bons elementos de sobrevivência, é crucial que o jogador se esparrame nessa imersão, pois só assim ele conseguirá sucesso nas suas investidas contra outros jogadores.

É um daqueles jogos em que o jogador faz a ambiência junto com os outros jogadores, deixando pouco espaço para que o jogo desenvolva por si só a guerra, afinal de contas, o modo cooperativo é bem patético, tornando toda essa experiência muito artificial, mas enfim, papo para outro tópico.

A minha crítica vai para a falta de um desenvolvimento dessa história, pois seria bom para fugir da mesmice desse universo padronizado de jogos com partidas self-service. Tirando isso, esse tópico segue o seu propósito e não deixa muito a desejar.

Gráficos e Efeitos – 8.0/10

7W4bOCFUma dica: você vai precisar de um bom PC para roda-lo na maior das configurações, pois os produtores se esforçaram para programar filtros e shaders gráficos a mais na Source Engine, aumentando o nível gráfico significantemente em comparação com Counter Strike GO.

Eu me lembro que, em 2014 quando eu o joguei pela primeira vez, fiquei maravilhado por ter achado um jogo indie, barato, em primeira pessoa e que tivesse gráficos do nível de Insurgency, afinal de contas, não é algo que vemos todos os dias.

Enfim, sem paixonite, os gráficos são bons, talvez no nível de Battlefield 4, mas nada que se equipare a um Battlefront, os quais são lindíssimos, por exemplo.

Os detalhes são OK, as roupas são temáticas, com cores neutras, mas com algumas camadas coloridas, como os panos vermelhos que tapam os rostos dos Insurgentes ou a luva colorida que baixei da Workshop na Steam. Sem esse incremento na qualidade gráfica, o jogo seria só mais um FPS genérico qualquer, já que essa qualidade é um dos seus principais chamarizes.

Creio que um dos problemas desses gráficos é variação do desempenho da placa gráfica dentro das partidas, já que, por exemplo, em uma delas com 32 jogadores pode ter certeza que trará uma queda significante desse rendimento em comparação a uma partida cooperativa de 8 jogadores e 10 bots, ainda mais com granadas de fumaça por todos os lados.

Outro ponto negativo é justamente a questão das fumaças. Tudo é muito fumacento, afinal de contas, nesse cenário não poderia ser diferente (uma guerra no deserto ou na neve, por exemplo)! As granadas agravam ainda mais essa visão já meio opaca do cenário e do terreno, já que ela não é das melhores; tem uma discrepância significativa de qualidade entre os efeitos da granada de fumaça e os demais efeitos do mapa. Parece que não houve muito trabalho envolvido, provavelmente pegaram os efeitos padrões da Source Engine e colocaram na granada de fumaça.

Bom, posso estar errado, mas caso eu esteja certo, creio que poderiam caprichar um pouco mais nos efeitos de fumaça e névoa, afinal de contas, a qualidade gráfica de um FPS é sempre um carro chefe.

Aliás, há objetos muito bem detalhados e outros com sinais de desleixo aparente, mas não dá para culpa-los, pois com certeza houve muito trabalho despendido nessa parte do game.

Cabe dizer que há bugs visuais dentro do game, como uma parte do corpo flutuando numa subida de um barranco ou um cano de arma que atravessou um pequeno grupo de pixels na parede, mas nada que tire a qualidade do trabalho dos caras, são bugs bem irrelevantes, até.

Música e Efeitos Sonoros – 8.0/10

Tudo dentro dos padrões, músicas com tom grave, pouco orquestrada, pronto pra te colocar no meio de um confronto tático.

Bom observar que durante a partida não há música, diferente do que ocorre em Counter Strike, enfim, a qualidade do som é bem satisfatório, mas nada espetacular. Podemos dizer que é uma parte padronizada desse nicho (diferente do que fizeram com Battlefield 1942 e Battlefield 2 – aquilo era uma loucura sonora de arrepiar as pestanas!)

Os efeitos sonoros são muito bons, os sons são bem representativos dos objetos utilizados. Se dermos um tiro num barril de uma Kalashnikov, terá som de metal atingindo metal, bem pesado, mas se atirarmos com uma pistola já iremos sentir a diferença na hora do impacto.

Foi uma preocupação muito importante para colocar em conexão todos os elementos do jogo, em especial os táticos! Bom, enfim, não tenho muito o que dizer, não vi pontos negativos na utilização dos efeitos sonoros.

Outro ponto interessante é o sistema de Voip que, além de ser muito eficaz, dá mais realismo as partidas, pois foram adicionados efeitos sonoros de estática, como se estivessemos falando por um comunicador por frequência de rádio; diferentemente do que ocorre em outros jogos, que a voz sai limpa como se fosse telepatia.

Enfim, parabéns aos sonoplastas da New World Interactive, mesmo sendo uma pena a música não ser algo tão impressionante como os efeitos sonoros são.

Jogabilidade e Diversão –9.0/10

maxresdefaultA jogabilidade e a diversão de Insurgency resumem-se em uma única palavra: Multiplayer.

Basicamente é isso que faz o jogo pulsar a todo momento, é o seu coração. Com bons servidores online, inclusive em grande quantidade, mesclam diversos modos de jogo.

Temos o Push, o Deathmatch, o FFA, Ocupy, Ambush e diversos outros, envolvendo formas evoluídas dos clássicos modos de King of the Hill, Escort the VIP, Domination e muitos outros que marcaram a época dos seus antepassados.

A grande maioria dos modos são competitivos, mas também há modos cooperativos, os quais joga-se contra bots! (Counter Strike feelings) Inclusive com o alto (ironia) nível de IA dos inimigos. Ao meu ver faltou empenho em desenvolver um modo cooperativo mais desafiador como temos em Unreal Tournament ou em Warface.

A jogabilidade é reforçada pela boa variação de armamentos, dos dois lados, totalizando umas 40. A customização também é muito boa, por exemplo, temos rifles de assalto que podem tornar-se rifles de precisão, bastando efetuar a troca de uma mira física por uma mira de longa distância. Simples assim, o resto basta o jogador se posicionar como um verdadeiro Sniper.

Ou então, caso precise de uma invasão mais brutal, basta utilizar um único míssil RPG numa casa escura.

Ah, claro, cada classe possui seu próprio arsenal; Supports possuem granadas mais baratas, Assalters possuem coquetéis molotvs, Demolitions possuem RPGs ou explosivos C4… Cada time possui apenas uma ou duas classes de cada núcleo, dividindo o time em dois esquadrões, permitindo mesclar a tática com a ação.

Essas classes se substituem dependendo do modo de jogo e do mapa em questão. Há modos em que não é possível jogar de Demolition, mas é possível jogar com o VIP (que é razoavelmente desvantajoso, afinal de contas conta com uma pistola).

Enfim, dá pra ficar falando mais 10 parágrafos sobre esse tópico, mas não é a nossa intenção antecipar todo o conteúdo do jogo pra vocês, afinal de contas, o divertido do jogo (cujo conteúdo não é muito extenso) é desbravar as suas mecânicas e as suas combinações de armas e de classes, montar estratégias com os amigos e ficar cada vez melhor na área que mais lhe cair bem!

Ainda, há um sistema de níveis, mas que não possui muita importância na progressão do jogador.

E, por fim, cabe explicitar o realismo dessa jogabilidade! É simplesmente incrível, com certeza é o ponto forte do jogo. O HUD é mínimo, sem mapa e facilitadores de mira; a parada é hardcore!

Basta um tiro para finalizar um inimigo, dois se estiver com a vida cheia e com a blindagem pesada e até no máximo três caso for tiros na perna ou nos braços. É bem diferente dos outros jogos cuja vida regenera sozinha ou que é preciso 5 ou 6 tiros de um rifle de assalto com potência para derrubar um animal grande; nada disso nós veremos em Insurgency!

O ponto negativo vai para a limitação desse realismo, que em nada tem a ver com a mecânica do jogo. Me refiro a incapacidade de um tiro na perna diminuir a estamina ou a velocidade de corrida; um tiro no braço diminuir a precisão da mira. Enfim, passos além da mesmice poderiam terem sido dados.

Nada que quebre a diversão e o realismo, mas que foi limitado por uma escolha (ou a falta de escolha) dos desenvolvedores.

Inexiste também um modo Singleplayer, mas já era de se esperar, afinal de contas, é mais um indie arcade que uma trama profunda com um bom multiplayer, como acontece em Halo. Enfim, entre altos e baixos, a nota é mais que merecida, sendo a diversão e a jogabilidade os seus pontos mais fortes.


RESUMINDO –

Insurgency é dinâmico, realista, tático, muito competitivo e divertido! Ao meu ver, é um dos jogos competitivos que estavam faltando na plataforma mesmo com a vinda de novos jogos que seguem esse padrão, como é o caso de Rainbow Six: Siege. É um ótimo jogo indie, por um preço muito simbólico e que merece o seu reconhecimento, mesmo com as limitações que citamos acima.

Insurgency é um Indiespensável, seja pelo seu preço baixo e/ou pela sua boa qualidade, conquistando o seu lugar no nosso pedestal de bons jogos indies que poderá render centenas de horas de muita diversão online.

Pros-Contras - InsurgencyNOtaIndie - Insurgency

 

Sobre o Autor

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Rodrigo Bessa

Advogado, escritor e se diz fã de jogos de estratégia só porque já jogou Age of Empires no Windows 95. Quando jovem era daqueles que usava o apelido de gatosurfista1990 nas salas de bate-papo.

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