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Watch Dogs 2 (PS4, Xbox One e PC) – Review – ReVinha

Watch Dogs 2 é um dos melhores jogos da Ubisoft

Lembra quando o primeiro Watch Dogs foi anunciado? Você deve se lembrar mais das polêmicas que vieram depois, certo? Os famosos “downgrades”, a possível falta de variedade, o medo de sair um jogo mediano. O game veio a público, foi lançado, e tudo aquilo era verdade. Era um título divertido, mas com sérias limitações, e acabou um pouco esquecido naquela primeira leva de início de geração do PS4 e Xbox One.

Anos depois, a Ubisoft resolve tentar de novo. Watch Dogs 2 chegou no Xbox One, PS4 e também PC, tentando compensar os erros do passado e ainda apresentando um elenco totalmente novo. Esqueça Aidan Pearce e conheça Marcus Holloway. A começar pelo protagonista, o game é uma série de acertos.

Primeiro, temos a mudança de cenário. Sai Chicago e entra São Francisco. Nada contra a “Cidade dos Ventos”, mas São Francisco parece um cenário mais ideal para uma história que tem tecnologia como base. Afinal, é lá que temos o Vale do Silício, celeiro de diversas empresas modernas, como Facebook e Google, o palco perfeito para grupos hacker e ativistas de Internet.

É disso que Watch Dogs 2 se aproveita. Temos uma São Francisco viva e bem povoada. O mapa não é tão grande quanto poderia, mas não decepciona. Os setores estão bem divididos: a parte mais urbana, o Vale do Silício, Palo Alto, a famosa ponte Golden Gate, o “interior”, conforme mandam as regras cartográficas originais.

Mas e a história? Certo, estávamos falando dela. Watch Dogs 2 tem um pouquinho de Mr. Robot, seria que fez sucesso recentemente, ao lidar com o assunto “hacker” de forma bem séria. Porém, o jogo é um pouco menos sombrio e bem mais “viajado” no que diz respeito ao assunto. Assim como no seriado, temos nosso próprio grupo de hackers, que é o mesmo DedSec da primeira aventura, ainda que modificado.

Marcus é membro dessa gangue, que pretende usar a tecnologia e o acesso a computadores para derrubar a principal empresa do momento, que controla o sistema CTOS, instalado recentemente em São Francisco – o que comprometeu comportamento, segurança e dados de seus habitantes, na opinião dos ativistas.

A partir daí somos apresentados a figuras como Sitara e Wrench, dois dos membros mais divertidos do grupinho. Quanto mais a história avança, mas ficamos sabendo de todos, suas ambições, passados, problemas, vantagens e desvantagens. Diferente do primeiro, que puxava mais para o lado do drama, este segundo jogo pega bem na diversão, com diálogos incríveis e muito bem trabalhados.

A diversão, porém, fica um pouco atrás nas missões, ao menos naquelas que são da história principal. Elas são pouco variadas, com base em: “vá até o local, invada, evite ou lute contra os seguranças, hackeie e vá embora”. Não vamos negar, algumas são bem interessantes, principalmente pelo cenário em que se encontram, mas a grande maioria segue a mesma fórmula básica, o que pode desanimar com algum tempo.

Mesmo as missões paralelas, que são ainda mais divertidas e diferenciadas – como roubar um estúdio de cinema ou hackear a própria Ubisoft! – carecem um pouco de criatividade na execução. Ainda assim, é tudo mais fácil e melhor de se fazer do que tínhamos no primeiro Watch Dogs. E sobre isso não vamos reclamar.

Há muito a ser feito na São Francisco de Watch Dogs 2. Além do celular do personagem, sua principal ferramenta hacker e que carrega muitos “minigames” e desbloqueáveis, temos ainda elementos secundários espalhados pelo mapa, que vão nos fazer perder um tempão entre uma tarefa e outra. Mas, quando falamos em “perder tempo”, estamos citando no bom sentido da coisa. É agradável controlar Marcus pela cidade, seja de carro ou a pé, com tudo que ele pode fazer com suas habilidades.

Há ainda o componente multiplayer, que está até caprichado, mas que não faz falta caso você não queira jogar. Para se ter uma ideia, durante nossa análise, o modo online estava desligado por problemas técnicos. Mas, ainda assim, conferimos quando ele voltou ao ar e gostamos do que vimos. É mais um extra, para quem curte. Mas quem não curte, não vai perder nada além de alguns pontos de experiência a mais.

O importante é que tudo foi melhorado. Assim como na transição de Assassin’s Creed para Assassin’s Creed 2, a série Watch Dogs agora apresenta um futuro bem promissor e interessante. Graças ao que a Ubisoft fez neste novo capítulo, com belas melhorias inclusive gráficas. Talvez ainda esteja longe daquela fatídica primeira apresentação do jogo original, mas continua extremamente bonito.

O trabalho de dublagem nacional é um dos melhores dos últimos tempos. Há palavrões, gírias comuns ao jogador brasileiro, termos que são familiares. Apesar de ser possível jogar em inglês, no nosso idioma tudo fica mais engraçado.

Conclusão

Watch Dogs 2 era o que a série precisava para tirar o gosto amargo do primeiro da boca. O game foi refeito do zero e repensado como uma “primeira aventura”, apesar do número logo em seguida. Ele possui referências ao original, mas faz tudo diferente e melhor, a começar pelo protagonista mais carismático. Bons gráficos, trilha sonora interessante e dublagem caprichada completam o pacote. Se não se importar tanto com missões um pouco repetitivas, vá em frente e comece a hackear.

 

nota85

Sobre o Autor

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Felipe Vinha

Jornalista por opção e por formação. Tenta não se viciar muito nos joguinhos eletrônicos, mas não tem jeito, eles são infalíveis na hora de arrancar dinheiro do nosso bolso.

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