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Pokémon Sun & Moon (Nintendo 3DS) – Review – ReVinha

Pokémon Sun e Moon: nem pior nem melhor, apenas diferente

Ano após ano, a Nintendo nos surpreende com novos Pokémon lançados em seu portátil. Após os excelentes X e Y, foi a vez de termos os remakes de Omega e Sapphire. Agora, com Pokémon Sun e Pokémon Moon, lançados no Nintendo 3DS, a saga passa por uma espécie de “reboot”, ainda que respeite bem sua cronologia e tradições.

Começando uma nova jornada

Sun e Moon começam na região de Alola, uma espécie de “Havaí” dentro do mundo de Pokémon, composta por diversas ilhas. Assim como na sua contraparte do mundo real, Alola tem muitas praias, costumes similares ao Havaí e novos Pokémon que dão o tom do local.

É neste cenário que controlamos o personagem, que agora pode ser configurado com mais opções que vão além de escolher “menino” ou “menina”. Há personalizações de tom de pele, cor de cabelo, roupas e outros adicionais que também podem ser modificados mais tarde, ao longo da enorme aventura. A partir daí é só festa: começar sua jornada na nova região, em busca de desafios. Porém, tudo começa de forma bem diferente.

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Sem brincadeira: levamos cerca de três horas de jogo para escolher o Pokémon inicial e começar a jornada, de fato. Não falamos isso com tom de desdém e nem reclamando. Achamos que ficou muito legal, na verdade. Pokémon agora está focado na narrativa – ela já existia nos jogos anteriores, mas aqui é muito mais detalhada e com diálogos que vão além do já clássico “Ei, quer batalhar? Eu te desafio!”.

Mudanças também são vistas em outras partes de Alola e ao longo da aventura do jogador ou jogadora. Uma das principais é a substituição total e absoluta dos Ginásios. Eles não existem em Alola. Em seu lugar, temos os Desafios, ou Trials, que são locais onde o treinador encarar rápidas provas e batalha contra alguns Pokémon mais fortes, chamados de Totem Pokémon.

Essas mudanças podem parecer um pouco repentinas e até ousadas, mas são mais ou menos o que Pokémon estava precisando. Tá certo que temos aquela máxima de que “em time que está ganhando não se mexe”. Mas, que tal inovar um pouco, de tempos em tempos, certo? Para ser bem sincero, Pokémon não pode nem mesmo ser considerado mais um “time vencedor”, já que tem sido rivalizado de forma constante pela série Yokai Watch, ao menos no Japão.

Concorrência muda tudo

Além disso, parece que Yokai Watch foi também uma fonte de inspiração para as mudanças no game, como o novo “relógio” usado pelos treinadores Pokémon deixa claro – assim como é na série rival. O acessório serve para ativar os Z-Crystals, que por sua vez dão aos Pokémon o poder dos Z-Moves, golpes mais poderosos e que podem derrubar mesmo os mais poderosos inimigos em apenas um ataque.

Os Z-Crystals são uma espécie de insígnia para a nova aventura. Cada um é obtido após vencermos um dos Trials do jogo, e eles são de tipos variados de Pokémon – normal, fogo, água, elétrico, etc. É possível obter outros, de formas variadas, como distribuição digital da Nintendo, via Wi-Fi, mas no geral eles são prêmios, que deixam seus Pokémon mais fortes.

Outra clara inspiração na série concorrente está no estilo gráfico utilizado. Pela primeira vez vemos personagens com design realmente humanoide, sem utilizar aquele visual “SD” presente nas outras versões, também similar a Yokai Watch.

Mas no geral, ainda há espaço para inspiração própria em Sun e Moon. A campanha principal vai durar, fácil, mais de 30 horas nas mãos dos mais exploradores. Há relatos de pessoas que terminaram em 60 horas, mesmo sem realizar muitas lutas aleatórias ou sem procurar por muitos segredos.

Em termos de conteúdo, Sun e Moon estão muito bem servidos. São jogos com bastante opção do que fazer, com funcionalidades nunca antes vistas, a exemplo do Poké Pelago, que é uma espécie de administração de ilhas, que por sua vez também serve para capturar novos Pokémon. As surpresas são muitas e você encontra “uma a cada esquina”, então não vamos detalhar este ponto para não estragar algumas das novidades.

E nem falamos das Alola Forms, não é? Foi uma excelente criação, para trazer de volta os fãs mais nostálgicos e, ao mesmo tempo, dar algo de verdadeiramente novo para quem está voltando agora À série. As criaturas clássicas, como Vulpix, Sandslash e Raichu, ficaram ótimas com cores e designs diferentes.

É claro que há espaço para críticas. Pokémon Sun e Moon não são perfeitos. Adoramos os gráficos, o foco maior na história, os Trials, mas há problemas. O sistema de “chamar por ajuda” dos Pokémon selvagens é um pouco irritante e prolonga batalhas aleatórias por um tempo excessivo acima do normal. Além disso, o jogo está um pouco fácil demais, apesar de batalhas finais com uma certa dificuldade elevada.

Conclusão

Pokémon Sun e Pokémon Moon conseguiram algo que parecia impossível: renovar a série Pokémon. Não podemos considerar eles melhores ou piores que os jogos passados, principalmente os excelentes Gold, Silver, X, Y, Black e White, por exemplo. São apenas experiências diferentes e verdadeiramente inovadoras, de uma forma como você nunca viu a série. Um detalhezinho aqui ou ali pode chatear, mas nada que tire o brilho de mais esta obra da The Pokémon Company.

 

nota9

Sobre o Autor

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Felipe Vinha

Jornalista por opção e por formação. Tenta não se viciar muito nos joguinhos eletrônicos, mas não tem jeito, eles são infalíveis na hora de arrancar dinheiro do nosso bolso.

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