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Batman Arkham VR (PS4 – PlayStation VR) – Review – ReVinha

Batman Arkham VR é uma incrível oportunidade perdida

Poucos jogos decepcionam a gente de um jeito que não gostaríamos, de um jeito que pode quebrar nosso coração, pois esperávamos algo realmente bom vindo deles. Este é o caso de Batman Arkham VR, jogo exclusivo do PS4 e que saiu para aproveitar também o lançamento do PlayStation VR, óculos de realidade virtual do console. Estou mais do que triste com o resultado, estou decepcionado.

Batman Arkham VR é uma oportunidade perdida, mas não pelos motivos técnicos. Assim que colocamos o VR encaixado na cabeça, somos transportados para Gotham City, na visão de Batman, que espera enquanto observa tudo de um telhado. É ali que o jogador começa sua saga, iniciando pelo menu dos capítulos.

Arkham VR segue uma trajetória de história que vai durar pouco mais de duas horas. Isso não seria problema, se tivéssemos realmente uma história por aqui, algum tipo de enredo mais palpável, ou algo que pudesse nos dar uma real conclusão.

Tudo começa com Bruce Wayne ainda criança, vendo a morte de seus pais frente ao assassino Joe Chill. Vemos isso na perspectiva de primeira pessoa de Bruce, todo o sofrimento e angústia, até sermos transportados de volta para a mansão Wayne, com Bruce no piano, conversando com Alfred, seu fiel mordomo.

Todo o game roda em primeira pessoa. A frase “seja o Batman” é real aqui. Você se sente na pele do personagem, com os mesmo gráficos e visuais que vimos na série Arkham inteira, utilizando o poder da Unreal Engine. É tudo muito interessante e simula bem o que o PS VR pode fazer ao usuário, que se sente envolvido naquele ambiente.

Olhar para os lados te possibilita ver a Mansão Wayne, a Batcaverna, as ruas de Gotham, tudo em detalhes. Mas Batman não anda. Não há controle livre do personagem e o que temos é simplesmente movimento das mãos, por meio do controle PlayStation Move, ou com o DualShock 4 de forma um pouco mais atrapalhada. A movimentação entre os cenários dos crimes e das investigações de Batman também são feitas da maneira menos inspirada o possível: com uma tela preta e sons de veículos. Muito desanimador.

Além da simulação tecnológica, esta sim, funciona muito bem, o que salvaria o jogo de ser bem fraco seria seu enredo. Mas ele começa fatos e não os termina. A duração de pouco mais de duas horas não contribui para qualquer desenvolvimento e ele ainda mexe com elementos que não são possíveis na cronologia Arkham, como uma provável morte do Asa Noturna.

Tudo bem que o preço sugerido do game seja de US$ 20, bem abaixo de qualquer outro lançamento. Mas, levando em conta para o mercado brasileiro, nas lojas daqui ele chega a custar mais de R$ 130. Você pagaria esse valor para uma experiência curta e sem muita profundidade?Dificilmente, na maioria dos casos.

Há de se admitir que temos, pelo menos, troféus para os completistas, que podem explorar os cenários nos mínimos detalhes e descobrir pequenos segredos que rendem as premiações virtuais da PlayStation Network. Porém, além disso, nada que vá te fazer voltar muito ao jogo, a não ser para mostrar o poder do VR aos amigos.

Conclusão

Batman Arkham VR é, de fato, uma oportunidade perdida. O que é uma pena, pois além dos fãs do personagem esperarem algo melhor, e mais complexo, o jogo desperdiça o fato de poder ser um verdadeiro game da série Arkham com o PS VR, e não apenas uma espécie de “demo de luxo”. O preço pode não compensar em terras brasileiras, apesar de ser mais em conta lá fora. Ainda assim, pode valer como curiosidade para mostrar como é jogar com o acessório, e nada mais do que isso.

Sobre o Autor

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Felipe Vinha

Jornalista por opção e por formação. Tenta não se viciar muito nos joguinhos eletrônicos, mas não tem jeito, eles são infalíveis na hora de arrancar dinheiro do nosso bolso.

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