Início » Horizon Zero Dawn (PS4) – Review – ReVinha
Destaque Reviews ReVinha

Horizon Zero Dawn (PS4) – Review – ReVinha

Horizon Zero Dawn me fez curtir jogos ‘infinitos’ novamente

Pense em um jogo “vivo”. Esse conceito talvez seja floreado demais para uma simples análise de um jogo, mas é como eu consigo definir Horizon Zero Dawn. A nova obra da Guerrila Games, a mesma produtora que nos trouxe Killzone, é um dos jogos mais bem produzidos e expansivos que já joguei na vida. Uma verdadeira obra viva, que me fez acreditar novamente nos títulos “infinitos”, enquanto segurava o controle de PS4 na mão.

Aloy é a personagem central da aventura. Controlamos a moça desde sua infância, quando ainda descobrimos que ela é uma espécie de órfã. Tem apenas um pai adotivo, que a cria ao longo dos anos, até sua vida adulta. Aprendemos um pouco também sobre seu clã, que aparentemente repudia pessoas que não possuem mães e não as considera iguais – por isso Aloy, e seu pai, são exilados.

Contudo, Aloy evolui. De uma simples renegada ela é elevada a status de heroína pouco tempo depois que o jogo começa. A partir do momento em que temos também a jovem sob total controle, temos suas habilidades afloradas, exímia no arco e flecha e também uma guerreira plena com outros tipos de armas, e armadilhas.

Até aí temos um detalhe que não falamos ainda: o mundo de Horizon se passa anos no futuro do nosso atual mundo. Aqui as máquinas assimilaram animais selvagens, ao menos a maioria deles, e dominaram florestas, montanhas e planícies. Os humanos, os poucos que restam, vivem em aldeias, tentando se proteger destas ameaças, mas há sempre um mal escondido aqui ou ali, seja com máquinas ou com humanos corruptos.

Horizon Zero Dawn é um jogo de mundo aberto que não se compara com qualquer outro mais recente. Melhor dizendo, talvez seu exemplar mais similar no mercado seja The Witcher 3: Wild Hunt, outro excelente título, mas este da CD Projetk RED. Porém, a grandiosidade vista por aqui nos surpreendeu mais ainda.

Ao contrário de Geralt, Aloy é mais esguia e tem comandos mais “naturais”. Tudo que ela faz tem uma animação única e a possibilidade de cada movimento se expandir só aumenta a cada novo comando aprendido pelo jogador. Suas armas possuem uma forma de ataque singular, suas habilidades melhoram de forma natural – é tudo bem fluido e nada exagerado, ao menos nos termos de jogabilidade.

Controlar Aloy é um prazer que não cansa. A jovem se move com graciosidade, mas também possui fibra para encarar as lutas mais crueis, contra as máquinas mais gigantescas ou contra hordas de guerreiros humanos “do mal”. E acredite: tudo que você viu nos trailers da E3, com todos aqueles movimentos complexos, é plenamente possível e de forma bem simples nos controles.

Um dos maiores êxitos de Horizon é casar, perfeitamente, os controles com seu design geral. Apesar de ser um jogo de mundo aberto, não há como ficar verdadeiramente “perdido”, como normalmente acontece em um GTA, por exemplo. O mapa é bem claro e os objetivos sempre te dizem de forma certeira para onde ir, mesmo que você queira perder algum tempo realizando aquela missão paralela para render mais experiência.

O sistema de “craft”, ou seja, aquele que te deixa criar itens e armas, também funciona de forma primorosa, sem qualquer preocupação ou complicação. Apenas junte os itens pedidos, retirados da natureza ou de monstros derrotados, e crie ou melhore suas armas. Tudo direto ao ponto, e ao mesmo tempo complexo, já que é possível melhorar de forma personalizada e única cada arma – adicionando mais dano, dano elemental e outras variáveis.

E quanto ao tempo? Horizon Zero Dawn vai durar, facilmente, pelo menos 20 horas nas mãos de qualquer jogador, mesmo aquele que correr para terminar a aventura o quanto antes. Quem quiser coletar tudo, realizar missões paralelas e se preocupar bem com a história vai passar muito além disso. Coloca aí pelo menos 40 horas de jogo, se não mais.

Conclusão

Tudo é tão natural em Horizon Zero Dawn que você até se sente estranho, ou estranha. Você joga, joga, joga e não se cansa. Só vai parar de jogar pois lembra que tem outros afazeres, mas é fácil se perder na jogabilidade fluida do game e nos gráficos que, sim, são de babar. A Guerrilla saiu de sua zona de conforto ao deixar de lado Killzone e apostar em um jogo totalmente diferente. O que vimos em Horizon nos deixou de queixo caído e esperamos ver a experiência repetida em uma eventual sequência.

 

 

Sobre o Autor

Foto de perfil de Felipe Vinha

Felipe Vinha

Jornalista por opção e por formação. Tenta não se viciar muito nos joguinhos eletrônicos, mas não tem jeito, eles são infalíveis na hora de arrancar dinheiro do nosso bolso.

Comentários

Loading Facebook Comments ...

Adicionar comentário

Clique aqui para comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Último Vídeo – GameFM – YouTube

Media Kit GameFM
Debug Mode - Podcast
GameFM Play
Mesa do Fliper






Pular para a barra de ferramentas