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Persona 5 (PS3 e PS4) – Review – ReVinha

Persona 5 é o RPG japonês definitivo

Esperar pelo lançamento de um RPG japonês pode ser doloroso. Foi assim com Final Fantasy XV. Está sendo com Kingdom Hearts III. E foi também com Persona 5. O game da Atlus estava previsto para o meio de 2014, mas só chegou entre nós, ocidentais, no início de 2017. A espera, desde seu anúncio, valeu a pena? Basta jogar algumas horas para saber que, se não valeu, então provavelmente você não tem coração.

Persona 5 tem tudo que um RPG precisa ter e vai além. Seu protagonista, sempre silencioso e de nome misterioso, lida com graves problemas pessoais, após ser processado e preso ao agredir um adulto. Ele é enviado a outra cidade para “recomeçar”, morando de favor com um tutor e instalando-se em uma escola onde não é bem-vindo – onde é visto como delinquente juvenil.

É neste cenário, que se passa totalmente no Japão, que conhecemos também os outros personagens centrais, que compõem o grupo que futuramente será conhecido como The Phantom Thieves. Aqui Persona 5 mostra sua primeira carta de qualidade: enredo e personagens. Todos são carismáticos, sem exceção. Mesmo os mais briguentos, os mais “mimizentos”, não importa. São heróis bem construídos e evoluídos ao longo de sua própria jornada, como poucos desenvolvedoras sabem fazer – e, neste caso, a Atlus fez muito bem.

O segundo ponto positivo está no visual. Mas veja bem, não estamos falando apenas de gráficos. Tudo em Persona 5 é estiloso, até demais, de certa forma constrangedora, mas que dá uma volta e fica bom de novo. As caixas de diálogos, reações gráficas dos personagens, animações de batalhas e até mesmo o menu comum do RPG – com status, configurações, itens, magias, etc. Tudo é caprichado e bem trabalhado de uma forma que não víamos em nenhum game nos últimos 10 anos (ou talvez 20?).

Persona 5 se esforça em ser estiloso, e se sai bem nisso. O jogo casa de forma quase perfeita a narrativa com o visual arrojado, somando personagens carismáticos e uma história que lida com temas bem atuais, mesmo para o padrão japonês, casando com o território onde se passa o game como um todo.

Se não bastasse esses pontos positivos, que já definem um bom jogo por si só, temos ainda uma excelente recheio em Persona 5. O jogador não apenas explora masmorras, aqui chamadas de Palaces, e se relaciona com os amigos, que são os Confidants, mas também lida com o dia a dia normal de um estudante japonês, ainda que ele seja meio rebelde ou tenha um passado sombrio.

O protagonista tem níveis diversos de evolução de características comuns, como inteligência e forma de lidar com situações de perigo. Esses níveis são aumentados com situações corriqueiras, como ler um livro, tomar uma decisão perigosa, limpar o quarto, assistir TV ou até mesmo, opa, jogar videogame.

Vale também “perder algum tempo” sendo gentil com seus Confidants, o que vai te dar benefícios no futuro, seja em lutas ou na exploração das masmorras. E o que dizer do calendário do game, acompanhando os fatos que ocorrem de forma pré-programada com o protagonista? Apesar de parecer, Persona 5 não funciona contra o tempo, mas sim em favor dele. Apenas jogando para entender melhor, mas saiba que é uma evolução de história inteligente e versátil.

Persona 5 tem ainda excelentes batalhas, quase sempre acompanhadas de trilhas sonoras cantadas de extrema qualidade – uma marca registrada da série, aliás. O jogo não economiza nas trilhas e nos efeitos visuais, dando um ar de “anime” a tudo que está em movimento. Inclusive, e é claro, há cenas de anime, tornando o produto ainda mais japonês.

Conclusão

Sem medo algum, posso dizer que Persona 5 é o RPG japonês definitivo. Tudo aqui está em seu devido lugar e de forma bem produzida. Personagens carismáticos, trilha sonora cativante, heróis com ambições verdadeiras, narrativa de anime, menus e visuais estilosos. O game é tudo que os fãs esperavam e também serve como excelente porta de entrada para quem está chegando agora na série. Mas prepare-se, pois há muito a se fazer na aventura. Eles estão aqui para roubar seu coração, e seu tempo livre.

Sobre o Autor

Felipe Vinha

Jornalista por opção e por formação. Tenta não se viciar muito nos joguinhos eletrônicos, mas não tem jeito, eles são infalíveis na hora de arrancar dinheiro do nosso bolso.

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