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Drive Girls (PlayStation Vita) – Review – ReVinha

Defensoras das Estradas

Com habilidades de se transformarem em automóveis, as Drive Girls são um grupo de garotas que estão sempre em prontidão a proteger as estradas de Sun Island! O grupo é composto por cinco membros com aptidões distintas afim de enfrentam as terríveis hordas de inimigos, denominados Bugs, que estão sempre ameaçando as estradas.

Desenvolvido exclusivamente para PlayStation Vita (e PlayStation TV), Drive Girls busca já agradar um nicho dentro dos jogos japoneses. Nele é possível jogar com diversas garotas de personalidade e estereótipos diversos, no qual a finalidade acaba sendo fazer algum tipo de fanservice. Mas não se engane achando que games com esse intuito esquecem de fazer o básico: serem bons jogos! E Drive Girls almeja ser um deles.

O game de ação com elementos de corrida foi desenvolvido pela Bergsala Lightweight e distribuído aqui na América pela Aksys. Nele, a realização de combos desenfreados é recompensada ao final de cada missão, dando um maior rank e bom loot para equipar suas garotas. O multiplicador (denominado de Gear Meter) é a principal mecânica que deve se ater aqui, ela definirá o desfecho de muitas batalhas, pois poderá até dobrar seu dano e defesa momentaneamente contra seus inimigos, facilitando derrubada de grandes hordas.

Seu sistema de combate aqui se assimila ao hack’n slash, possuindo lock-on em inimigos, evasiva, combos e até um movimento especial em área, além do multiplicador já citado. Mas o que difere dos demais jogos do gênero aqui é a ausência em derrotar inimigo por inimigo, só precisando partir para cima do líder do bando (geralmente o Bug mais forte), derrotando-o e fazendo com que seus minions sumam instantaneamente. Nem tudo é tão simples como se apresenta, os minions sempre vem em larga escala para cima do jogador, no modo “kill for killing” sem nenhuma estratégia ou receio, mas consequentemente muitas vezes protegendo o seu líder, o qual sempre se apresenta escorregadio diante de suas investidas a eliminá-lo. Exigindo do jogador combos precisos em conjunto a evasivas estratégias, seu confuso uso de comados nos botões, variando entre cliques ou pressioná-lo por instantes, podem te levar a derrota em questão de segundos.

Se dividindo em 24 capítulos principais e 2 bônus, Drive Girls se mantém em uma estrutura de fases bem lineares, se passando em boa parte nas estradas de Sun Island. Podemos encontrar até três tipos de missões em que o jogo se divide, nas de exterminações de Bugs das ruas, nas de corrida por voltas ou em confronto contra boss em arenas amplas. Em boa parte divertidas, o jogo tenta se reinventar a cada missão mudando a disposições de inimigos e dos itens, adicionando novos elementos ao avançar da história, mas a sensação de estar fazendo mais do mesmo em arenas bem idênticas será um sentimento decorrente em sua jogatina. Sua narrativa acompanha toda essa estrutura em missões, dando mais sentido a esse mundo no qual existem garotas que se transformam em carros, que por mais absurda que seja é aceitável na forma que lhe é apresentado. Além de cada garota ser muito única naquele universo, por mais que muitas vezes beirem a clichês, suas motivações são bem humanas e carismáticas.

O capricho de Drive Girls está além de suas garotas; você irá encontrar em seus cenários nos quais visualmente são de impressionar, mas que pecam nos acabamentos. Não estamos falando da utilização do poder total do console, mas o jogo impressiona pelo quão bom foi aproveitado dele. Cores e explosões são bem utilizados sem te fazer perder-se durante o frenesi dos combates, como a distinção de outro objetos no cenários (como bombas, minas e caixas) são bem notáveis por mais que se percam em uma paleta de cores bem similar.

Talvez o maior mérito deste encontramos aqui, em seu trabalho sonoro. Muitas vezes os jogos de PS Vita possuem efeitos sonoros e músicas de qualidade bem duvidosas, com bastante chiado ou com uma qualidade baixa. Mas em Drive Girls é notável o uso qualidade neste quesito, as músicas, efeitos sonoros e dublagem (que dá mais vida a cada personagem) são todos ótimos e bem encaixados, só pecando em sua falta de variedade.

Além de sua campanha principal você pode completar missões em modos cooperativos, online e local por Ad-Hoc, realizando diversas missões com outros jogadores utilizando a Drive Girl que desejar com todos seus atributos conquistados.

Graficamente Drive Girls pode, em primeira instância, impressionar os veteranos da plataforma, com suas personagens, seus inimigos e as extensas estradas. Ele não extrai o melhor do potencial da plataforma, como em outros jogos, mas sabe utilizar bem em cima da proposta oferecida. Mas por mais que possua uma boa estrutura e que esta seja bem construída que suas mecânicas, elas não deixam de ser simplistas demais, deixando claro o nível de sua produção. Isso não impede que você se relacione bem com as personagens e suas tramas pessoais, mas a repetição de missões muito similares, com cenários que pouco se diferem e a ausência do feedback da evolução de suas personagens em combate faz com que completar o game se torne uma tarefa árdua. Esse novo exclusivo de PS Vita possui o único defeito de se aceitar como medíocre, possuindo um ótimo conteúdo que foi pouco refinado.

Victor Voss Carvalho é redator do site The Magic Scroll e colaborou com a GameFM nesta análise.

Sobre o Autor

Victor Voss

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