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Bad Apple Wars (PS Vita) – Review – ReVinha

Qual lado você tomará nessa guerra?

Em português literal “Guerra das Maçãs Ruins”, BAD APPLE WARS se trata de mais um visual novel/otome game para o PlayStation Vita, lançado no Japão em 2015 e no ocidente em outubro de 2017. O jogo nos foi trazido pelo mesmo time que já conhecemos: Otomate, Idea Factory e Aksys Games, responsáveis pela maioria dos jogos japoneses que temos em nossas mãos, especialmente no Vita.

Apenas dois meses após termos recebido Collar x Malice no ocidente, BAD APPLE WARS chega para satisfazer os fãs de visual novel com uma narrativa no mínimo misteriosa. Despojado, parte do seu charme vem do jeito diferentão que o jogo possui, tanto nas opções de husbandos quanto na própria jogabilidade e abordagem.

O jogo em si é teatral. Sua temática é mais fantasiosa e creepy, levando a alma de sua protagonista, Rinka, até uma escola “pós-vida” após ela sofrer um acidente e… bem, falecer. Mas acredite,  isso não é spoiler! A própria descrição do jogo nos dá esse background macabro e intrigante. O jogador poderá escolher entre fazer parte dos BAD APPLES, o pessoal revoltado da “escola”, e os GOOD APPLES, os alunos e monitores que seguem as regras da instituição. Entre professores com cabeça de coelho, balde e misteriosos homens com cabeça de maçã (referências à maçãs não serão poucas nesse jogo, obviamente), a protagonista poderá traçar cinco rotas, cada uma se relacionando com um dos cinco rapazes: Alma, Higa, Satoru, Shikishima e White Mask.

Para aqueles já acostumados com o sistema de visual novels, BAD APPLE WARS será uma surpresa. O jogo não conta com as tradicionais escolhas de diálogos, e sim com um sistema de toque chamado “Soul Touch”, onde o jogador deverá tocar determinados pontos da tela em partes específicas do jogo. Isso influenciará o seu caminho até o True Ending ou o Bad Ending de cada rota. Ou seja, nada de papo; com BAD APPLE WARS, o negócio é esfregar o dedo na tela do Vita feito louco, geralmente em alguma parte do corpo do seu husbando, para seguir na história.

E bem… a história. Da mesma forma que os visuais do jogo, esta nos prende pela bizarrice e o carisma. Os personagens, apesar de terem uma arte bem simples se comparada com a de outros visual novels, possuem uma simpatia que compensam a falta de polimento. Os cenários são simples, mas geralmente coloridos, até mesmo dentro da escola. A história, infelizmente, é a parte falha do jogo, pois se assemelha demais a obras como Angel Beats!, e nem todos os personagens possuem o destaque que deveriam. A narrativa, ainda que interessante, se torna um tanto preguiçosa em certos aspectos, como por exemplo na escolha entre GOOD APPLE e BAD APPLE, que não faz diferença NENHUMA na história. A protagonista terá o mesmo desenvolvimento independente do grupo ao qual pertença, e isso é um desperdício de desenvolvimento de personagem. Além disso, a fonte na qual o texto do jogo é escrito é um tanto desconfortável aos olhos, o que atrapalha a jogatina.

A seleção musical do jogo é divertidíssima, e foge um pouco do comum. Basta escutar a música  de abertura e a do menu do jogo e você entenderá o feeling que o jogo invoca: algo excêntrico, divertido e misterioso. Mas não, nada profundo.

BAD APPLE WARS é um título interessante para aqueles que possuem um PlayStation Vita e gostam de visual novels, mas nada muito além disso. Cativante e simples, seus visuais e sistema diferente tentam compensar a falta de empenho na narrativa e desenvolvimento, o que nem sempre acontece. Provavelmente não agradará os fãs mais conservadores de visual novels, visto que o sistema de toque do Vita nem sempre é 100% eficiente e isso pode causar alguns aborrecimentos em certos jogadores. Contudo, se você gosta de personagens excêntricos e de tramas misteriosas, decerto se divertirá com o título.

E para aqueles curiosos e/ou que gostam de platinar esse tipo de jogo, o guia com as rotas para os True Endings e Bad Endings já se encontra disponível na internet.

Anne Camilla é redatora do site The Magic Scroll e colaborou com a GameFM nesta análise.

Sobre o Autor

Anne Camilla

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