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Need for Speed Payback (PC, PS4 e XONE) – Review – ReVinha

Need for Speed Payback ainda não é a retomada da série com estilo

Infelizmente, qualidade e Need for Speed são termos que não andam juntos há algum tempo. Talvez o último jogo realmente bom da saga tenha sido o primeiro “Underground”, ou talvez seja apenas a nostalgia batendo forte na minha cabeça. O que importa é que agora temos um novo título entre nós, Need for Speed Payback, mas ele, apesar de esforçado, não chega a fazer justiça à marca.

Falta carisma

Need for Speed Payback é um título que se esforça para ser um filme. Sua história é contada a partir de fatos envolvendo três personagens centrais, mas todas as situações passam longe de serem interessantes. Na verdade, o carisma dos protagonistas não ajuda, por mais que a EA queira ou os jogadores tentem se esforçar. Criar um título da série que seja voltado para o lado narrativo fica um pouco complicado, quando só vemos os “bonecos” em cenas de enredo, sem qualquer controle – não rola identificação.

Ao menos isso é compensado na direção. Mesclando bem o realismo com o “arcade”, Need for Speed Payback é divertido por algum tempo. Realizar missões espalhadas pelo mapa é uma boa forma de passar a tarde com o jogo. Elas são até bem variadas, e distribuídas, ainda que o mapa total do game seja quase um desastre, pois há um enorme espaço no meio, quase que totalmente vazio.

O vazio, aliás, é um conceito que está sendo bem usado em jogos atuais, de mundo aberto, mas geralmente os que são focados em aventuras. Em um game de corrida e direção, onde o que conta é sua habilidade no volante, isso não fica tão bom. Sabemos que a intenção da EA era de fazer com que o jogador saísse das estradas para explorar e libertar seu talento no volante em locais pouco amigáveis. Mas passa a impressão de que estamos desperdiçando nosso tempo.

Muitos, muitos, muitos dinheiros

Como todo jogo recente da EA, Need for Speed Payback é focado em te fazer gastar dinheiro. Afinal, desenvolver games para a atual geração de consoles custa caro, e esse valor tem que ser repassado para alguém, certo? Com toda nossa ironia, deixamos a crítica a este sistema. É legal caçar colecionáveis pelo mapa, como cartas que podem melhorar e modificar seus veículos, mas não de forma predatória, que te incentive a gastar para ficar melhor, mais rapidamente.

É possível jogar o novo Need for Speed sem gastar nada, ou gastando pouco, na verdade, mas fica aquela sensação de “grind” – termozinho suculento que usamos quando, em um MMORPG, precisamos realizar muitas missões e matar muitos monstros para subir de nível bem rápido. O problema é que Payback não é um MMORPG, apesar de ter muitos componentes online.

Sem identidade

No final das contas, Need for Speed Payback peca no carisma e na falta de identidade. O jogo não sabe o que quer ser e prejudica a experiência desta forma. Ele ajuda o jogador a se situar com a história, mas não tem personagens marcantes. Ele te deixa um mapa gigante para explorar, mas repleto de grind e evolução injusta. Há elementos divertidos, como a direção apurada e a diversão de realizar as missões, mas é realmente só isso.

Sobre o Autor

Felipe Vinha

Jornalista por opção e por formação. Tenta não se viciar muito nos joguinhos eletrônicos, mas não tem jeito, eles são infalíveis na hora de arrancar dinheiro do nosso bolso.

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