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Dragon Ball FighterZ (PC, PS4, XOne) – Review – ReVinha

E não é que Dragon Ball FighterZ é mesmo o jogo de luta definitivo?

Pense em todos os jogos de Dragon Ball que você já jogou na vida. Pense em quanto eles eram divertidos ou ruins, variando bastante de qualidade entre um e outro. Talvez o famigerado “Ultimate Battle Z 22” tenha chegado perto de ser um dos melhores de toda a saga. Tenkaichi Budokai 3 era, sem dúvida, o mais completo. Xenoverse 1 e 2 até que divertiram. Mas nada poderia nos preparar para a chegada de Dragon Ball FighterZ.

Lançado no PS4, Xbox One e PC, este não é apenas o melhor jogo inspirado pela série, mas também é o jogo de luta definitivo. Como é baseado em um anime de porrada, nada mais justo, certo? Afinal, é a pancadaria que manda e desmanda por aqui, e assim podemos agradar até mesmo os fãs mais… hã… fanáticos, ou quem está casualmente chegando agora ao grupo dos que curtem o anime.

Na verdade, Dragon Ball FighterZ tem potencial de até mesmo agradar quem é de fora do “fandom”, ainda que isso seja improvável. Porém, estamos diante de um jogo de luta legítimo, caprichado, que não apenas é “mais um game licenciado para aproveitar a marca famosa”. Sim, ele usa uma marca famosa, mas mais do que isso: ele respeita essa marca, seus criadores, seus personagens e seu público.

O game todo funciona de forma inesperada, de certa forma. Primeiro de tudo: não há um menu inicial. O que pode ser um choque para jogadores mais tradicionais, é bem primordial para o que acontece aqui. Por ser um game acessível, a Bandai Namco resolveu criar um lobby “ao vivo”, onde você controle uma versão pequena de um personagem da série, que literalmente anda para as opções disponíveis.

A partir daí você seleciona o que quer jogar: arcade, partidas mundiais – de ranking –, comprar itens cosméticos, histórias, entre outras. Não demora muito e é simpático de ver. Ainda mais por conta da decoração dos cenários, toda tematizada com o anime, reproduzindo locais famosos de todas as principais sagas.

Dentro das lutas, a coisa funciona de forma mais ou menos igual. Os personagens estão representados com gráficos 2D, mas que na verdade possuem elementos 3D em sua modelagem. É possível notar isso, sobretudo, nos golpes especiais. Os comandos são muito fáceis de ativar, inclusive, e os combos automáticos fazem a festa – deixando o jogo bonito mesmo na mão de quem nunca jogou um game de luta.

Os autocombos funcionam melhor aqui do que em muitas outras aventuras de luta lançadas por aí e com sistemas similares. Eles geralmente dão 7 acertos, ou algo próximo disso, mas é o suficiente para fazer seu inimigo voar, ou ser lançado contra a parede do cenário. Os especiais, como um todo, utilizam o mesmo comando de um “Hadouken” para serem ativados e exigem apenas as barras carregadas, além disso.

É realmente notável ver o que a Arc System Works fez em parceria com a Bandai Namco por aqui. Tudo bem que a maioria do que vimos neste jogo veio da série Guilty Gear, mas isso não é um demérito, nem de longe. Se inspirar em uma das melhores sagas de luta já produzidas para os games recentes não é algo que se deva envergonhar.

Isto dito, saiba que Dragon Ball FighterZ não é apenas o melhor jogo inspirado no anime, mas também um dos melhores games de luta dos últimos, talvez, 20 anos. Em todas as nossas sessões de testes, todo mundo que pegou no controle se divertiu, sem exceções, de fãs do gênero, jogadores no nível “pro” e até mesmo quem nunca venceu uma partida sequer de Street Fighter.

É claro que, na mão de um “profissional”, o game se sai ainda melhor, pois há espaço para isso. Mas jogar nas “rankeadas” não é um grande estresse, o que por outro lado te deixa ainda mais confortável, mesmo que se nível neste gênero seja bem baixo ou quase inexistente. É Dragon Ball fazendo mais para os fãs deste tipo de game do que muitos lançamentos de peso de outras sagas.

Dragon Ball FighterZ é bom demais. É o único jogo de luta atual que pode agradar todo tipo de público, mesmo quem não gosta de games de luta ou de Dragon Ball – acredite. Ele é ágil, bonito e fácil de aprender. Se isso já não fosse o suficiente, ainda temos muitos extras e modos divertidos. A única exceção, talvez, fique para o modo história, que é um pouco sem graça e cansativo demais com o tempo. Ainda assim, um grande título e, desde já, candidato aos melhores do ano.

Sobre o Autor

Felipe Vinha

Jornalista por opção e por formação. Tenta não se viciar muito nos joguinhos eletrônicos, mas não tem jeito, eles são infalíveis na hora de arrancar dinheiro do nosso bolso.

Comentários

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2 Comentários

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  • o jogo é bom, mas n é tudo isso que vinham falando!!

    comprei no pré-order e quando saiu, fiquei espantado com o menu inicial!!

    pois não queria jogar online, foram vários minutos sem conseguir entrar numa sala, só mais tarde vi que poderia entrar numa sala off line, mas acho completamente desnecessário ter que registrar a região das sala logo que entrar no jogo!!

    n gostei do menu, pois para quem quer fazer o modo historia ou jogar com amigos, se perde um bom tempo até chegar onde se quer!!

    eu daria nota 8 para o jogo, graficamente, o jogo é perfeito, e a dinâmica da luta é muito boa, podendo trocar os personagens durante a luta!!

    mas esses menus realmente mais atrapalham do que facilitam, e executar os golpes é muito fácil, o que tira completamente a dificuldade do jogo!!

    e o que faz falta tb é objetivos a cumprir dentro do jogo, só tem o modo historia praticamente, de resto serve apenas para desbloquear conquistas na Steam (versão PC), que n afetam em nada no jogo!!

    e onde eu penso que mais se teve falta no jogo, foi na questão personagens disponíveis, uma gama gigantesca de personagens e colocaram apenas 25, deixam o resto apenas por DLC, sendo que Goku e Vegeta tem 3 versões diferentes cada, sendo que pelo que se tem informação, eles terão outra versão, será possível fazer um time só com goku ou vegeta após o DLC!!

    por mais que sejam os principais personagens, poderiam investir em mais personagens!!

  • Tem de ser ryca ou morador de Tortuga pra conferir essa belezinha no Burajiru, terra dos puresu auturu e dos imposturus…
    Mas me pergunto se o pessoal foi fisgado pela andróide 21. Acho que tem muita gente que adoraria ser comido (ou comer) essa Dragon Gal…

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