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A pior E3 de todas?

Koé amigos gamers! Vi essa matéria sobre a E3 lá no Kotako e achei bem legal, porque concordo muito com ela, a E3 desse ano foi bem fraquinha mesmo! Pelo menos a imagem do post são gostosas de cosplay!
A matéria segue aí abaixo:

Nós ouvimos isso todos os anos, e eu até costumo rir um pouco. Basicamente, porque quem diz isso geralmente não consegue se lembrar nem do que comeu no último café-da-manhã. Mas este ano eu estou ouvindo a frase com mais frequência (e com gritos mais altos). Tanto que até estou parando para ouvir.
Não que eu, necessariamente, concorde com a afirmação. Acho que nós tivemos nos últimos cinco anos E3s lamentáveis o suficiente para disputarem o título de PIOR DE TODAS. Mas o problema, na verdade, está nessa tendência, e não só no evento deste ano.

Os jogadores se acostumaram a ficar extremamente animados com a chegada da E3 porque, tradicionalmente, era a época do ano em que poderíamos esperar por uma avalanche de coisas novas. As maiores empresas do mundo usavam o evento de três dias (ou quatro) para apresentar suas novidades mais empolgantes e, esporadicamente, as grandes detentoras de plataformas usavam o evento para revelar as notícias mais bombásticas da indústria: novos videogames.
Era como um Natal de quatro dias. Assistir a uma conferência de imprensa era um momento mágico se você fosse alguém que se importava o bastante com games. Mas eu estou falando tudo isso no passado, porque a E3 não é mais sobre nada disso. Desde que o show implodiu, entrando em colapso sob o peso das suas próprias despesas e de sua arrogância em 2006, ele não foi o mesmo. As produtoras perceberam que não era inteligente gastar milhões de dólares revelando todos os seus novos jogos de uma vez só, correndo o risco de a maioria deles ser ignorada.

Muito mais seguro seria revelar os jogos ao longo do ano. Em seus próprios shows, elas podem controlar a mensagem que querem passar e garantir que tudo, e não só os maiores e mais brilhantes lançamentos, está recebendo a devida atenção.

Então a E3, desde o seu retorno ao Centro de Convenções de Los Angeles, em 2008, ficou uma bagunça. Ela ainda é toda enrustida e sensacionalista, como se fosse o mesmo velho show de sempre, o mesmo Natal para os jogadores. Mas a realidade é algo totalmente diferente. Nós descobrimos que o Papai Noel não existe.
Muito pouco do que vemos na feira é novidade. Na verdade, quase nada é novidade. Claro, temos novos trailers e anúncios de novas funcionalidades, mas tudo sobre jogos que nós já conhecemos e esperamos. Uma coisa é a empolgação autêntica de ver algo completamente desconhecido. Outra coisa é descobrir que um jogo que você já conhece há um ano agora tem uma fase com toboáguas.
O resultado, então, são quatro dias de? bem, de quê? Marketing? Uma eterna linha de montagem de anúncios menores? Isso não tem nada a ver com o que esperamos de um Natal. Abrir toda essa pilha de ostras em busca das poucas pérolas é um trabalho difícil mesmo para os espectadores, quanto mais para os jornalistas. E eu estou falando isso enquanto o cara que adora jogos, não o cara que escreve sobre eles.

Essa, mais do que qualquer outra, é a razão que faz muitos dos fãs de longa data ficarem cada vez mais desanimados com o evento. Nós vemos novos trailers e anúncios todas as semanas. A E3, com todo o seu dinheiro, hype e grandeza, deveria ser algo maior do que isso. Ou ela realmente não precisa existir.
Para piorar as coisas, temos a crise de identidade que paralisa as grandes empresas quando elas se apresentam. Parece que a única razão pela qual elas ainda se preocupam com a E3 é porque é uma mostra que atinge todos os seus jogadores. Mas ao mesmo tempo, todas elas enchem grandes porções de suas conferências de imprensa com material que não merece tantos holofotes.

Se elas querem fazer um show para os jogadores, precisam fazer um show para os jogadores. Se elas querem mostrar para os investidores o mais novo canal de TV que você pode assistir em seus consoles, ou aquele aplicativo casual que fica lindo nas revistas de investimentos, então elas deveriam fazer isso em outro lugar, em outro momento. Porque tentar um meio-termo entre os dois extremos não está agradando nem aos jogadores, nem aos investidores.
Vamos tomar como exemplo a conferência de imprensa de Microsoft. Uma das piores que eu já vi. Parte do conteúdo foi sobre canais de TV e aplicações sociais, nada muito atraente para os gamers. E para quem se preocupa com canais de TV e aplicativos sociais, a metade do show era sobre dirigir carros de corrida e gigantes em armaduras pesadas matando aliens. Ambos os grupos acabaram ficando na mão.
O mais triste de tudo, porém, veio no final da conferência da Ubisoft, quando ela revelou Watch Dogs, o jogo que foi considerado o MELHOR DO SHOW por quase toda a crítica (e pelos jogadores também). E, sim, o jogo parece ser ótimo, mas ainda é um shooter de mundo aberto, situado em uma cidade em que você pode roubar carros, atirar e usar um sistema de cobertura.
Um jogo tão reciclado recebendo tantos aplausos mostra o quanto as pessoas necessitam de novidades na E3. Os visitantes pareciam tão chocados e impressionados com esse retorno às raízes da feira ? quando novos jogos não eram apresentados apenas com trailers, mas com demos jogáveis ? que eles surtaram um pouquinho. Reviveram um pouco daquela nostalgia, algo que sempre cai bem.
Outra decepção foi a Nintendo. A empresa realizou quatro conferências de imprensa durante a semana: uma pré-gravada, três ao vivo, e todas as quatro poderiam ser prescritas como remédio para insônia. Havia pouco, quase nada, para os fãs mais leais e dedicados da empresa.

E logo após a apresentação, descobrimos que a Nintendo vai lançar Fire Emblem: Awakening nos Estados Unidos. Ficamos empolgadíssimos, mas é muito triste ver que a Nintendo não encontrou espaço para contar isso durante uma das suas quatro conferências. Repito: QUATRO conferências.

A Sony fez algo semelhante com Sound Shapes, para o Vita. O Vita, aquela nova plataforma que está vendendo perigosamente mal, não recebeu nenhuma atenção durante a conferência da Sony. E um dos seus jogos mais originais e promissores foi deixado de fora.
Essa mania de tentar agradar a todos e acabar não agradando ninguém precisa acabar. Ou as produtoras e fabricantes reservam algum de seus anúncios para a primeira semana de junho e recuperam um pouco a emoção da E3, ou simplesmente param de se preocupar e economizam esse tempo e dinheiro para seus próprios eventos.

Chamem os investidores para apresentações a portas fechadas quando forem mostrar seus novos canais de televisão, divulguem isso nos noticiários tradicionais da TV, e nos chamem quando tiverem um novo Zelda ou GTA para mostrar.
Isso supondo, é claro, que a explicação para essas edições fracas da E3 seja que as empresas estão estudando novas táticas. Porque se a Nintendo realmente acredita que Fire Emblem é tão desimportante assim, nós temos um problema muito maior.

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