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O problema das loot boxes continua

A questão das loot boxes não vai mais embora. Não é só mais um problema de políticos; a mídia e a opinião pública de vários países estão questionando se as funcionalidades de recompensas de jogos como Overwatch e principalmente Star Wars Battlefront II não serão demasiado próximas de um jogo de cassino, e se estarão criando problemas de adição nos usuários. A polêmica veio bem forte no final de 2017 e está continuando, com a mídia internacional fazendo diversas referências ao tema nos últimos dias.

Semelhança com um jogo de cassino

Imagine que você acessa o NetBet e começa jogando em uma slot virtual, apostando sua primeira ficha. Não ganhou nada. Mas vai jogar novamente, pois sabe que o jogo é assim mesmo e sua adrenalina está subindo. Afinal, você é um adulto responsável e está só jogando, certo?

Agora compare essa situação com um adolescente jogando um videogame e que vê uma caixa de recompensas que lhe promete um super-prêmio, para ele continuar jogando com mais possibilidades, se fizer uma pequena despesa em dinheiro. Faz parte do videogame e ele vai gastar, certo?

Na verdade, é muito semelhante e está chamando a atenção da opinião pública internacional.

Primeiro, a Bélgica e o Havaí…

Em novembro de 2017, o Ministro da Justiça da Bélgica apelou a uma proibição das loot boxes em toda a União Europeia, depois de um relatório da Comissão do Jogo ter apontado que a funcionalidade é uma forma de jogo. Já no Havaí, a proposta de Chris Lee, membro da Casa dos Representantes dos Estados Unidos, propõe que as loot boxes sejam proibidas a menores de 21 anos.

…agora, o resto do mundo

A 23 de fevereiro, o site The Intercept apontava que a senadora Maggie Hassan (estado do New Hampshire, Partido Democrata) tinha pressionado diferentes autoridades para considerarem o dever de regular o funcionamento das loot boxes. No dia 27 de fevereiro, saiu a notícia (no site vg247) que a Riot mostrou as odds das loot boxes Hextech e Masterwork do League of Legends. Sem dúvida, trata-se de acompanhar a opinião pública, que vinha exigindo pelo menos mais transparência no processo, pois na maior parte dos casos as odds ou probabilidades de conseguir um prêmio nem são mostradas.

E no dia 28 de fevereiro, o jornal australiano ABC apontava que, nesse país da Oceania, é a própria indústria de gaming e os gamers a exigir mais regulação aos políticos.

Sobre o Autor

Alan Motta Cardoso

Tem Mestrado em Biologia Marinha mas atualmente trabalha com games. Pode isso, Arnaldo?

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