Leslie Benzies é uma das figuras mais influentes da indústria de games – para o bem ou para o mal. O escocês assumiu a produção da franquia Grand Theft Auto a partir do terceiro jogo e permaneceu na Rockstar Games até 2016. Após sua saída do estúdio, Benzies fundou a Build a Rocket Boy, empresa responsável pelo infame MindsEye, lançado no ano passado. Agora, seu nome volta ao centro das atenções em meio a uma grave controvérsia.
Em uma recente publicação de 62 páginas dos chamados “arquivos Epstein”, divulgada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (via Insider Gaming), os nomes de Leslie Benzies e de Sam Houser – cofundador e presidente da Rockstar Games – foram mencionados.
As citações partem de Sarah Ransome, uma das vítimas do esquema de tráfico sexual envolvendo Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell. No documento, Ransome afirma que mantinha um relacionamento com Benzies e alega ter sido tratada como uma prostituta por ele, além de relatar episódios de agressão sexual. Ela também menciona o uso de drogas – possivelmente por parte de seu parceiro – e questiona como jogos como Grand Theft Auto ainda “incentivariam” esse tipo de comportamento.
Ransome também cita Sam Houser, afirmando que o executivo da Rockstar Games teria conhecimento dos acontecimentos envolvendo ela e Benzies, além de alegar que ele e outros membros da Rockstar North estariam “aprontando nos bastidores”.
Até o momento, nenhum dos citados se pronunciou oficialmente sobre o caso. É importante destacar que, embora Leslie Benzies e Sam Houser sejam mencionados nos documentos, não há qualquer indicação de envolvimento direto de ambos com Jeffrey Epstein, tratando-se apenas de relatos adicionais feitos por Ransome.



