Na última semana, tivemos a oportunidade de testar o acesso antecipado de Morbid Metal, um novo hack and slash com elementos de roguelite, fortemente inspirado em diversos títulos consagrados do gênero. Desenvolvido pela SCREEN JUICE e distribuído pela Ubisoft, Morbid Metal entrega um visual dark sci-fi, aliado a um combate intenso, agressivo e muito satisfatório. Confira todos os detalhes em nossa prévia!
Entre na simulação
A história de Morbid Metal se passa em um futuro distante e distópico, no qual máquinas dominam a Terra e a humanidade foi quase completamente exterminada. Toda a narrativa ocorre dentro de uma simulação pós-apocalíptica, originalmente concebida pelos humanos como uma tentativa de escapar do colapso climático no mundo real.
Nosso propósito dentro desse ambiente virtual é enfrentar provações digitais, lutando contra hordas de outras IAs e máquinas corrompidas. A missão é provar a sua força para alcançar o próximo estágio da evolução.

Lei do mais forte
O combate segue a cartilha dos hack and slash modernos, com forte influência de Devil May Cry em seu sistema de ranking de estilo, que recompensa o jogador com combos variados e o pune por repetição de golpes ou dano recebido. Cada personagem possui duas habilidades regulares, com tempos de recarga relativamente curtos, além de uma habilidade especial que depende diretamente da agressividade do jogador em combate.
A esquiva perfeita é um elemento-chave, funcionando de maneira semelhante ao “Witch Time” de Bayonetta, permitindo contra-ataques de alto dano quando executada com precisão. Outro destaque em Morbid Metal é o sistema de Metamorfose, que permite trocar instantaneamente entre três personagens durante o combate – seja no meio de ataques, em sequências aéreas ou até no timing de esquivas. Essa dinâmica adiciona uma camada tática relevante, incentivando a criação de combos mais complexos e adaptáveis. Dentro desse conjunto, Flux atua como o personagem mais equilibrado, EKKU se destaca pelo alto poder ofensivo e capacidade de atordoamento, enquanto Vekta foca em agilidade e habilidades voltadas ao controle de múltiplos inimigos.
No campo de progressão, o jogo se ancora em runs – chamadas de interações – que possuem uma duração de 50 a 60 minutos, nas quais o jogador constrói sua build ao longo da tentativa – aquele feijão com arroz típico de roguelite. Inicialmente, há uma limitação de apenas três Corpora, que funcionam como as passivas para os personagens, sendo possível expandi-las coletando matéria do vácuo, desbloqueando melhorias como aumento de dano em inimigos atordoados ou redução de cooldowns das habilidades.
Ao final de cada sala, o jogador escolhe entre três perícias, divididas entre sistemas de sinergia e habilidades específicas para cada personagem. Fora das runs, o empório funciona como um hub de progressão no estilo de Returnal, permitindo investir em upgrades de habilidades, passivas e recuperação de saúde. Já os núcleos etéreos, obtidos de chefes, desbloqueiam novas habilidades para cada personagem (até quatro por personagem neste early access), adicionando mais profundidade ao gameplay.
Além disso, é possível encontrar baús escondidos em ramificações do mapa, que podem conter upgrades de habilidades, passivas ou até itens de progressão.

Ágil, dinâmico e mortal
A estética de Morbid Metal aposta em uma ambientação sci-fi abstrata, com destaque para o lobby do game – o Nexo do Vácuo, que funciona como ponto central as runs. É nesse espaço que o jogador gerencia upgrades e pode utilizar a área de treinamento para testar habilidades e combinações de personagens – um recurso essencial, considerando a complexidade dos sistemas de combate. Em termos de conteúdo, o early access ainda é enxuto, mas funcional: são dois biomas distintos, dois chefes (um por bioma) e cerca de dez variações de inimigos.
Para os apaixonados por hack and slash, Morbid Metal é uma boa escolha, principalmente por conta de suas mecânicas dinâmicas de combate e na versatilidade que elas proporcionam.

Morbid Metal está disponível em acesso antecipado exclusivamente para PC via Steam.
Esta prévia é baseada na cópia de PC fornecida pela DRONE Comunicação e Ubisoft.
Confira também a nossa análise em vídeo abaixo:



