Killing Floor 3 – Análise

Pierry Lima (@Pierry8Bit)
Pierry Lima (@Pierry8Bit)

A franquia Killing Floor começou como um mod de Unreal Tournament 2004 e rapidamente conquistou fãs pela proposta simples: enfrentar hordas de monstros em partidas cooperativas. Em 2009 virou jogo próprio e, em 2016, com Killing Floor 2, a série alcançou outro patamar. Foram anos de atualizações, dezenas de classes e mapas, consolidando a experiência como um dos shooters coop mais duradouros da geração passada.

Com isso, a expectativa para Killing Floor 3 era enorme. O novo jogo precisava mostrar evolução sem perder a essência. Mas será que conseguiu?

Lute pela sua sobrevivência

Killing Floor 3 nos coloca em um esquadrão de extermínio da Nightfall. Ao lado de outros jogadores, recebemos a missão de exterminar as temíveis criaturas conhecidas como Zeds. Desprendido de qualquer intenção de ser complexo, o ritmo do game é acelerado e não nos deixa respirar. Basicamente, podemos desligar o cérebro e se deliciar com a carnificina aqui apresentada.

Uma coisa que Killing Floor 3 faz muito bem, é o combate. As armas são pesadas, o impacto de cada tiro é brutal e o novo sistema MEAT 2 eleva o nível do gore com desmembramentos absurdamente detalhados. Jogar em coop com amigos continua viciante, e poucas experiências de horda são tão intensas quanto enfrentar um boss com um amigo. Mas se você é um jovem místico solitário, não se preocupe, assim como um coração de mãe, Killing Floor 3 também tem um lugar reservado para você! O modo single-player é balanceado tanto em dificuldade quanto em quantidade de inimigos, o que pode proporcionar algumas horas de diversão para o mais solitário dos agentes.

Os oito mapas disponíveis no lançamento também impressionam. Além da estética variada, cada um traz armadilhas, turbinas e outros elementos interativos que tornam as partidas menos previsíveis.

Reprodução: Divulgação

Pouca variedade

No lançamento, Killing Floor 3 traz apenas seis classes (perks): Commando, Support/Engineer, Firebug, Sharpshooter, Medic e Ninja. Todas têm habilidades bem definidas, mas a quantidade reduzida limita estratégias e dá a sensação de que o jogo ainda está cru em seu conteúdo.

Em compensação, a customização de armas é uma novidade que brilha. Agora é possível alterar recoil, precisão, aplicar efeitos elementais e até mudar o estilo de disparo. Essa variedade dá um frescor ao gameplay e incentiva experimentar builds diferentes.

No PS5, o jogo roda de forma estável a 60 fps, com uso de upscaling temporal (TSR). O desempenho é sólido, mas os gráficos não chegam a surpreender – em alguns mapas escuros, a visibilidade fica até prejudicada.

Reprodução: Divulgação

Gosto amargo

Apesar de divertido, Killing Floor 3 sofre com alguns problemas. O maior deles é a rigidez nas partidas: todas são fixas em cinco waves, sem opção de encurtar ou alongar. Isso deixa o ritmo repetitivo demais.

A progressão também pesa negativamente. No início ela é envolvente, mas logo se transforma em um grind cansativo, especialmente para quem joga sozinho.

Outro ponto é a ausência de recursos básicos. Não há server browser nem chat de texto no console, o que dificulta bastante a organização entre os jogadores. Por fim, a monetização está presente desde o lançamento, com loja e plano de temporadas. Embora não seja pay-to-win, fica claro que parte do conteúdo e progressão foi planejada para chegar depois via updates pagos ou gratuitos.

Reprodução: @beast0976 no YouTube

Conclusão

Killing Floor 3 é intenso, sangrento e viciante, mas ainda parece incompleto. É um ótimo começo, mas não chega a ser o salto esperado para a franquia. Se você tem amigos para jogar regularmente, a diversão está garantida – o tiroteio visceral continua sendo um dos mais satisfatórios do gênero. Mas se a ideia é jogar sozinho, ou se você espera a mesma variedade que o Killing Floor 2 tinha após anos de conteúdo, talvez seja melhor esperar. A base está sólida. Resta saber se a Tripwire terá constância em atualizações para transformar Killing Floor 3 no sucessor que os fãs realmente esperam.

Esta análise é baseada na cópia de PS5 fornecida pela Tripwire Interactive e ONE PR Studio.

Killing Floor 3
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