A Associação de Criadores de Jogos do Estado do Rio de Janeiro (ACJOGOS-RJ) manifestou apoio às recentes atualizações da plataforma Roblox. As mudanças incluem a exigência de biometria facial para verificação de idade e a necessidade de autorização dos tutores para o uso de ferramentas de chat e voz por menores. Segundo a associação, essas ações são passos fundamentais para resguardar crianças e adolescentes na internet, alinhando-se aos pilares do Marco Legal dos Jogos Eletrônicos no Brasil.
O Impacto do Caso Felca e a Legislação
A relevância da segurança digital retornou ao topo da agenda pública após o caso envolvendo o criador de conteúdo Felipe Bressanim, o Felca. Para a ACJOGOS-RJ, o episódio evidenciou as vulnerabilidades enfrentadas por jovens sem a devida mediação. O grupo defende que situações assim comprovam a necessidade de normas nítidas e de uma maior responsabilidade por parte das empresas que gerem esses espaços virtuais.
A entidade recorda que a proteção de conteúdos para o público infantojuvenil é uma bandeira antiga dos desenvolvedores nacionais, culminando na Lei Federal nº 14.852/2024. O Marco Legal brasileiro, especificamente em seu Título III, é hoje referência global ao estabelecer deveres claros para plataformas que atendem jovens.
“Esta pauta já era amadurecida pelos criadores brasileiros e se consolidou com o Marco Legal. Nossa legislação define com precisão o papel das plataformas e é vista como uma das mais modernas do mundo”, explica Márcio Filho, presidente da ACJOGOS-RJ.
Maturidade e Proteção no Digital
De acordo com a associação, as novas travas da Roblox refletem uma evolução nas políticas de segurança online. A ACJOGOS-RJ pontua que o público jovem ainda está em fase de desenvolvimento emocional e mental, o que os torna mais suscetíveis a riscos em interações com estranhos, seja por áudio ou texto.
“Acolhemos essas mudanças com satisfação, pois elas admitem que crianças não possuem total discernimento sobre os perigos digitais. Estabelecer barreiras e exigir supervisão é, na prática, um ato de cuidado”, reforça Filho.
O Papel da Família
Além das ferramentas tecnológicas, a ACJOGOS-RJ salienta a importância da presença ativa de pais e responsáveis. A ideia é que as limitações técnicas sejam acompanhadas por diálogo, garantindo que a comunicação dos jovens ocorra apenas com pessoas conhecidas e sob monitoramento.
“É vital que os responsáveis entendam o porquê dessas restrições e auxiliem os jovens a navegar de forma segura. O foco não é a exclusão, mas sim a construção de um ecossistema digital saudável e propício ao crescimento deles”, finaliza o presidente da entidade.
A ACJOGOS-RJ reafirma seu compromisso em monitorar a aplicação dessas regras, sempre em defesa de um mercado de games mais ético, seguro e sustentável no país.



