CEO da CI Games revela que estúdios podem perder até 63% do valor de jogos vendidos em mídia física

Gabriel Kreyssig Romualdo (@budabytett)
Gabriel Kreyssig Romualdo (@budabytett)

Não é novidade para ninguém que, embora a Sony tenha dado o pontapé inicial para o fim das mídias físicas nos consoles, essa mudança já vem sendo pressionada há anos por grandes empresas do setor. O Xbox One, por exemplo, originalmente seria lançado sem a possibilidade de emprestar discos. No fim das contas, tudo se resume a negócios e muito dinheiro envolvido, e o CEO da CI Games, Marek Tyminski, trouxe um vislumbre das cifras relacionadas à distribuição de uma mídia física.

Usando como base um lançamento custando US$ 69,99, atual valor padrão da indústria (por enquanto), o executivo revelou que o varejo fica com cerca de 25% a 35% da receita, enquanto os distribuidores recebem entre 10% e 20%. Além disso, a própria produção da mídia física tem um custo de aproximadamente US$ 10 por unidade.

Após todos esses descontos, um estúdio que lançou seu jogo por US$ 69,99 em formato físico acaba ficando com apenas US$ 26, cerca de 37% do valor total. A título de comparação, nas lojas digitais os estúdios recebem aproximadamente 70% da receita, o que representa cerca de US$ 49 dos US$ 69,99 iniciais – praticamente o dobro do valor obtido com a mídia física.

Tyminski também destacou que grandes editoras conseguem negociar margens melhores nas vendas físicas, enquanto estúdios de menor porte, como a CI Games, provavelmente ficam no lado menos vantajoso da equação.

Apesar dos números apresentados pelo CEO e da confirmação de que Lords of the Fallen II será lançado em mídia física, a comunidade segue criticando o argumento. Muitos apontam que “26 dólares é melhor do que nada”, enquanto outros defendem que os jogos digitais deveriam ter preços menores justamente por não possuírem os mesmos custos de distribuição – uma crítica que, em certa medida, não deixa de fazer sentido.

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