Dressmaker – Análise

Gabriel Kreyssig Romualdo (@budabytett)
Gabriel Kreyssig Romualdo (@budabytett)

Embora esta análise esteja em meu nome, quem a escreveu foi minha irmã. A revisão ficou inteiramente a meu encargo. Divirtam-se com essa participação especial!

Moda, história e design reunidos em um só jogo: esse é Dressmaker, lançado pela Cozy Lives em 21 de setembro. O título conquistou rapidamente o público, principalmente o feminino, ao misturar histórias, notícias e a criação de vestidos do zero. Vem comigo descobrir o que esse ateliê tem a oferecer!

Uma costureira recém-chegada

Em Dressmaker, você é uma costureira que acabou de se mudar e abriu uma loja de vestidos feitos do zero. Ao longo da jornada, conhecemos outras pessoas, desenvolvemos relacionamentos e aumentamos a fama do ateliê por meio do jornal: os clientes que fizeram o vestido conosco viram notícia e, depois, voltam à loja. Cada personagem tem história e personalidade próprias, e conforme os relacionamentos evoluem, novos acontecimentos surgem.

As conversas que antecedem cada vestido são o coração da narrativa. Além de ajudarem a escolher o modelo ideal, os diálogos apresentam situações que fazem parte do universo do jogo. Cada peça está ligada a um acontecimento, de um funeral a uma festa, e esses eventos podem virar notícia, contribuindo para o reconhecimento da loja. Assim, o que cada cliente vive se torna parte da trajetória da costureira.

Reprodução: Autor

Do molde à costura

Toda a produção é feita do zero: tirar as medidas do cliente, escolher tecido e estampas, selecionar cada parte do vestido, fazer o recorte, costurar e até ajustar o manequim para se parecer com o corpo de quem encomendou a peça.

A personalização é um dos grandes destaques. São milhares de estampas, acessórios variados e diversas formas de customizar o vestido, da saia ao corset, das mangas ao decote, além de cores e combinações para cada ocasião. Mas a criatividade não é o único fator: os clientes pedem vestidos para situações específicas, e um vestido de casamento, por exemplo, é bem diferente de um de festa, variando cores, tecidos e estampas. Se o pedido não for atendido corretamente, o cliente pode não voltar, então é preciso prestar atenção em cada detalhe. Ainda assim, o jogo permite experimentar à vontade até chegar ao resultado desejado.

Vale destacar também a relação entre moda e história. As roupas mudam conforme os costumes de cada época, e a loja traz isso em referências nos cortes, tecidos, silhuetas e acessórios. Cada tecido tem sua característica, como o algodão e o cetim, enquanto os acessórios vão de rendas e pérolas a broches com ar de realeza e laços. O resultado mostra uma moda sem padrão único, em que diferentes estilos convivem ao mesmo tempo.

Reprodução: Autor

Liberdade (nem tanto) criativa

A jogabilidade é parcialmente limitada. Temos liberdade para escolher tecidos, cores e acessórios, mas não para posicionar livremente as partes do vestido no tecido na hora do recorte. Um alinhamento errado reduz a qualidade da peça, que também tem um limite máximo estabelecido. O mesmo vale para a costura: se sairmos da linha demarcada ou travarmos a máquina, a porcentagem e os pontos de qualidade diminuem. Ou seja, apesar da liberdade criativa, a produção exige atenção e precisão.

Em compensação, os controles são fáceis de entender, e um curto tutorial no início ensina como personalizar e costurar.

As configurações, por outro lado, são enxutas. Não há opções de qualidade gráfica, apenas ajustes de resolução e limite de FPS. Para ajudar durante o jogo, existe o “Sewing Assist”, que gira o tecido automaticamente durante a costura, sem precisarmos movê-lo com o mouse. A ideia é boa, mas o recurso não funciona da melhor forma. Já o “Accessory Rotation Gizmo” permite controlar a rotação dos acessórios em todos os eixos na hora de personalizar o vestido.

Reprodução: Autor

Um ateliê aconchegante

A identidade visual torna Dressmaker único. O ambiente é reconfortante, com uma loja simples e personagens de estilos bem diferentes. Os detalhes nos móveis e nos objetos de costura reforçam a ideia de um ateliê recém-aberto, e a variedade visual dos personagens ajuda a relacionar aparência e personalidade, o que facilita na hora de criar o vestido certo.

A trilha sonora também foge do comum, com músicas clássicas, calmas e jazz. O som da máquina de costura e do recorte é baixo e agradável, completando uma experiência relaxante.

Costurando horas a fio

Dressmaker é reconfortante e viciante: é fácil passar horas jogando sem se cansar, usando toda a criatividade (e paciência) para atender às necessidades de cada cliente. Ainda há melhorias a fazer, principalmente nas configurações, na jogabilidade e no suporte a idiomas, já que o jogo está disponível apenas em inglês. A boa notícia é que os desenvolvedores já afirmaram que mais idiomas serão incluídos em breve.

Esta análise é baseada na cópia de PC fornecida pela Future Friends Games e Free Lives

Dressmaker
8.5
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