1666: Amsterdam confirma uso de IA generativa no prólogo, mas promete substituir conteúdo por material humano

Gabriel Kreyssig Romualdo (@budabytett)
Gabriel Kreyssig Romualdo (@budabytett)

Anunciado durante o último Summer Game Fest, 1666: Amsterdam é o mais novo projeto de Patrice Désilets, conhecido por seu trabalho na franquia Assassin’s Creed durante os tempos áureos da série. Embora muitos jogadores tenham demonstrado interesse pelo título, uma preocupação envolvendo o uso de conteúdo gerado por inteligência artificial acabou sendo levantada pela comunidade – e posteriormente confirmada pelo estúdio.

Em uma publicação no X/Twitter, a Panache Digital Games confirmou a presença de material gerado por IA em alguns assets incluídos no prólogo lançado no mesmo dia da revelação do jogo, incluindo retratos e peças de marketing.

Segundo o estúdio, esse material não deveria estar presente na versão disponibilizada aos jogadores e será revisado e substituído por conteúdo produzido por artistas humanos em breve. A Panache também garantiu que tanto a versão de acesso antecipado quanto a versão final de 1666: Amsterdam não contarão com conteúdo gerado por inteligência artificial.

A Panache Digital Games não é o primeiro estúdio a recorrer ao uso de IA generativa para a criação de conteúdo temporário. A prática tem se tornado cada vez mais comum na indústria e já gerou controvérsias envolvendo até mesmo o aclamado Clair Obscur: Expedition 33.

1666: Amsterdam ainda não possui data de lançamento definida, mas já acumula mais de 333 mil wishlists no Steam e foi um dos jogos que mais geraram engajamento entre os jogadores durante o Summer Game Fest, mesmo sem ser uma grande superprodução.

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