Maior Game Jam universitária do país premia projetos em ação conjunta entre UFF e ACJOGOS-RJ

Alan Motta Cardoso (@Alanzice)
Alan Motta Cardoso (@Alanzice)

A Associação de Criadores de Jogos do Estado do Rio de Janeiro (ACJOGOS-RJ), em cooperação com a Universidade Federal Fluminense (UFF), promoveu, no último sábado (13), a solenidade de premiação da Game Jam DJUFF-ACJOGOS-RJ 2026, apontada como a maior maratona universitária de desenvolvimento de jogos do Brasil. O encerramento do torneio ocorreu no Arca Hub, na capital fluminense, congregando alunos, docentes, desenvolvedores e figuras da indústria, da academia e do setor público para prestigiar as criações concebidas durante a maratona.

Nesta temporada, o circuito envolveu mais de 200 competidores, divididos em 50 times. Durante a jornada, os acadêmicos criaram títulos inéditos, sendo que 27 deles foram exibidos aos visitantes na mostra realizada no evento de encerramento.

Idealizada pelo projeto de extensão DJUFF, pertencente ao Instituto de Computação da UFF, juntamente com a ACJOGOS-RJ, a Game Jam fez parte do cronograma do 3º Seminário “Games: um RIO de Oportunidades”, firmando-se como um dos pilares na capacitação de novos profissionais para o mercado nacional e regional de jogos digitais.

A solenidade reuniu nomes de peso dos setores acadêmico, corporativo e governamental. Marcaram presença o professor doutor Esteban Clua, à frente do UFF MediaLab; Chandy Teixeira, chefe executivo de Games e E-sports da Prefeitura do Rio de Janeiro; Maurício Hirata Filho, diretor de Investimentos da RioFilme; Tatiana Roque, vereadora e ex-secretária municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação; Paulo Xavier Alcoforado, diretor da ANCINE; e a deputada federal Jandira Feghali.

O principal nome da edição foi o game “Não Pisque!”, concebido pelo Estúdio Pangaré, que garantiu a liderança geral do torneio e faturou também a categoria Diversidade — voltada estritamente a grupos com ao menos 50% de integrantes mulheres. O feito evidencia o papel da representatividade como motor de inventividade e inovação no mercado de games.

O pódio foi completado pelos títulos “guy VS guy”, da Cells at Gaming, na segunda posição, e “Coiote’s Dawn”, da HFTS, em terceiro lugar.

De acordo com Márcio Filho, presidente da ACJOGOS-RJ, o saldo da edição comprova o amadurecimento do evento e acentua a relevância da inclusão no progresso do setor de jogos no país:

“A Game Jam se firmou como um polo essencial de aprendizado prático para quem busca entrar no mercado de games. O desfecho deste ano trouxe um simbolismo marcante: o mesmo time levou o troféu principal e o destaque em Diversidade, provando que grupos plurais agregam novos pontos de vista, enriquecem a criação e entregam jogos ainda mais disruptivos. Somado a isso, conectar estudantes de múltiplos cursos e faculdades evidencia que há uma nova safra de talentos apta a alavancar a área. Nosso papel agora é continuar estreitando os laços entre academia, indústria e governos para reverter esse potencial em crescimento econômico, tecnológico e cultural para o Brasil”, declara.

A Game Jam DJUFF-ACJOGOS-RJ operou em sinergia com o Seminário “Games: um RIO de Oportunidades”, projeto focado no aquecimento do mercado de jogos eletrônicos através do alinhamento entre ensino, inovação, novos negócios e fomento público.

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