Mick Gordon aceita voltar a DOOM, mas impõe condição para trabalhar com a id Software

Gabriel Kreyssig Romualdo (@budabytett)
Gabriel Kreyssig Romualdo (@budabytett)

Durante o lançamento de DOOM Eternal, uma treta cabulosa entre Marty Stratton, produtor do game, e Mick Gordon, lendário compositor responsável pela trilha sonora dos novos jogos da franquia, explodiu na internet.

Na época, Stratton alegou que Gordon não cumpriu os prazos estabelecidos e não entregou a qualidade esperada, obrigando o estúdio a recorrer a outro profissional, Chad Mossholder, para finalizar a trilha sonora. Dois anos depois, Gordon apresentou sua versão dos acontecimentos, acusando Stratton de distorcer os fatos e relatando prazos caóticos, falta de orientações claras sobre a composição e meses sem receber pelo trabalho.

Apesar de a Bethesda ter ficado ao lado de Stratton, parece que Gordon ainda tem interesse em retornar à franquia DOOM. Durante a PAX Australia, o compositor afirmou que aceitaria voltar caso uma série de condições fosse atendida (via IGN).

“Há muitos dominós que precisariam cair de uma maneira muito específica para que isso acontecesse. Se um dia eles caíssem dessa forma, eu voltaria. Sem dúvida. Num piscar de olhos.”

Embora Gordon não tenha mencionado nomes diretamente, sua declaração reacende as discussões sobre o conflito com Stratton, que continua na id Software, onde ocupa um cargo de liderança.

Com ou sem Mick Gordon, o recente DOOM: The Dark Ages foi aclamado pela crítica e pelos jogadores, e sua expansão, Revelations, chegou a ser considerada por muitos uma das melhores experiências desta nova era da franquia. Ainda assim, a trilha sonora de The Dark Ages foi vista como a mais fraca entre os três jogos lançados desde 2016, deixando evidente o quanto a ausência do lendário compositor foi sentida.

Resta saber se os dominós mencionados por Gordon algum dia cairão na ordem certa para possibilitar seu retorno à franquia.

Compartilhe esse artigo
Deixe um comentário