A Microsoft teria investido cerca de US$ 80 bilhões no XBOX Game Pass ao longo da última década, mas não obteve o retorno esperado. A informação foi divulgada por Cecilia D’Anastasio, jornalista da Bloomberg.
Segundo D’Anastasio, a estratégia da Microsoft era relativamente simples: replicar o modelo de sucesso da Netflix para fortalecer sua posição no mercado de games diante de seus principais concorrentes, PlayStation e Nintendo.
No entanto, tanto a reportagem quanto analistas da indústria apontam que muitos jogadores não têm interesse em serviços de assinatura e preferem comprar apenas um ou dois jogos por ano para se manterem engajados. Nos Estados Unidos, por exemplo, dados da Circana indicam que os consumidores adquirem, em média, no máximo dois jogos por ano, enquanto muitos passam o ano inteiro sem comprar nenhum título.
Cinco ex-funcionários da Microsoft também conversaram com a Bloomberg e afirmaram que alertaram a empresa sobre o risco de incluir jogos de alto orçamento no catálogo do Game Pass, já que isso poderia canibalizar suas vendas. Segundo eles, a proposta original do serviço era oferecer uma biblioteca composta principalmente por jogos mais antigos e diversificados, estratégia que acabou perdendo espaço com a chegada dos grandes lançamentos no day one.
Recentemente, o Wall Street Journal revelou que o XBOX Game Pass conta atualmente com cerca de 30 milhões de assinantes, número 4 milhões inferior ao da última divulgação oficial, realizada em 2024. A presidente do XBOX, Asha Sharma, afirmou que o serviço voltou a crescer após a recente redução de preço, embora ainda não tenha recuperado seu pico anterior.
Como já apontaram diversos jornalistas e insiders, a Microsoft pretende promover novas reestruturações no XBOX Game Pass ainda em 2026. Entre as mudanças estudadas estariam novos planos de assinatura e a possibilidade de personalizá-los com recursos de interesse dos usuários, buscando tornar o serviço mais acessível e atrativo para diferentes perfis de jogadores.



