Após o anúncio de Crazy Taxi: World Tour durante o XBOX Games Showcase, jogadores que acessaram a página do jogo no Steam tiveram uma surpresa desagradável: uma nota de rodapé indicando o uso de inteligência artificial generativa.
Rapidamente, a equipe de relações públicas da SEGA entrou em ação, afirmando que a IA generativa é utilizada apenas como uma ferramenta de suporte aos desenvolvedores e que todo o conteúdo gerado passa por análise da equipe. Naturalmente, a explicação não foi suficiente para acalmar os fãs.
Hoje, Kenji Kanno, criador da franquia Crazy Taxi, concedeu uma entrevista durante o Summer Game Fest (via Kotaku) explicando melhor o uso da tecnologia. Segundo Kanno, o conteúdo gerado serve apenas como referência para os artistas, não estando presente na versão final do jogo. Além disso, toda a programação e os recursos utilizados em Crazy Taxi: World Tour são produzidos por humanos.
“Nós a utilizamos como referência. Nossos artistas geram algumas ideias e analisam essas imagens produzidas pela ferramenta para, então, criar o conteúdo de verdade. Todos os criadores envolvidos, desde a programação até os assets, são pessoas reais. Tudo é feito por humanos. A IA é usada apenas como referência visual; depois disso, a equipe cria efetivamente os elementos que serão incluídos no jogo.”
Em 2025, a CESA, organizadora do Tokyo Game Show, revelou que cerca de 51% dos estúdios japoneses já utilizam IA no desenvolvimento de jogos, incluindo gigantes como Capcom, Square Enix, Level-5 e a própria SEGA. Ainda assim, o uso específico de IA generativa continua sendo uma questão sensível para parte da comunidade gamer.



