Em setembro do ano passado, a CESA (Computer Entertainment Supplier’s Association) divulgou uma pesquisa importante envolvendo estúdios japoneses de jogos, revelando que cerca de 51% das empresas utilizavam inteligência artificial generativa em seus projetos. Um ano depois, a CESA retorna com um novo levantamento que apresenta números ainda mais surpreendentes.
Conforme divulgado pelo Denfaminicogamer (via Automaton-Media), 85,8% dos estúdios japoneses já empregam IA generativa em seus projetos, sendo que 63% afirmam utilizá-la diariamente, enquanto 22,8% fazem uso ocasional da tecnologia.
A pesquisa da CESA abrange uma ampla variedade de empresas japonesas, incluindo gigantes como Capcom, SEGA, Level-5 – constantemente envolvida em discussões sobre o uso de IA – e Konami. Os números mostram que, independentemente do tamanho ou relevância dos estúdios, o uso de IA generativa se tornou extremamente disseminado na indústria japonesa.
A CESA também apresenta informações relevantes sobre como essas ferramentas estão sendo utilizadas. Entre as principais aplicações estão a melhoria na eficiência operacional e na produtividade, a redução dos ciclos de desenvolvimento e a diminuição dos custos de desenvolvimento e operação.
Para evitar problemas relacionados ao uso da tecnologia, boa parte dos desenvolvedores também apontou a realização de verificação, correção e supervisão humana como uma das principais medidas adotadas durante a utilização de ferramentas de IA generativa.
Com isso, o uso de IA generativa por estúdios japoneses registrou um impressionante crescimento de 34,8% em apenas um ano, passando de aproximadamente 51% para 85,8%.
Apesar das críticas de boa parte dos jogadores ao redor do mundo em relação ao uso da ferramenta, os números da CESA deixam claro que a IA generativa já ocupa um espaço significativo na indústria japonesa de games. Se ela veio para ficar, resta descobrir se isso será para o bem dos jogadores e dos estúdios – ou, como muitos temem, para o nosso mal.



