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[GameFM Reviews] Child of Light – Análise

Child of Light é um jogo no estilo RPG, que também possui modo cooperativo, lançado pela Ubisoft no dia 30 de Abril para PC, PS3, PS4, Xbox 360, Xbox One e Wii U, apenas digitalmente.

Caso exista um adjetivo perfeito para esse jogo seria elegancia. A arte que parece ser uma pintura de quadro e a música que se encaixa que nem uma luva dão ao jogo uma profundidade a história que é uma grata surpresa. Utilizando a mesma engine de Rayman Origins e Rayman Legens, a UbiArt Framework, o modo como as cores se sobrepõem e como é usada a iluminação são simplesmente magnificas, coisa de te deixar boquiaberto. E juntando isso com a música que oscila entre ser a mais triste e penosa nesse mundo escuro à mais eletrizante na hora da batalha dão um toque único e de arte inquestionável ao jogo.

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Embora Child of light tenha uma premissa simples de uma história de conto de fadas onde você controla a jovem princesa Aurora perdida num mundo de fantasia achando que é um sonho, na verdade, a história é bem sombria e pesada que começa com sua morte e acordando no mundo de Lemuria que está em ruínas enquanto tem visões de seu pai que se encontra cada vez mais doente com a ausência de sua jovem princesa.

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O primeiro aliado de Aurora é um vaga-lume chamado de Igniculus (nome difícil de pronunciar, hehe) que é parte fundamental da estratégia do jogo. Como dito inicialmente, esse não é somente um RPG convencional, mas um RPG co-op que pode ser jogado com até dois controles, além de contar com alguns puzzles no caminho e elementos de jogo de plataforma, onde seu parceiro será Igniculus. Você pode estar se perguntando, ora como uma bola de luz pode ser um aliado poderoso? Muito simples, você é a criança da luz (child of Light) que tem um vaga-lume como aliado (luz) num mundo de escuridão, ou seja, a luz é a sua grande arma!

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O mundo de Lemuria é um mundo 2D, porém, existe muito mais do que apenas um caminho. Na verdade, enquanto jogava eu via de 3 a 5 caminhos distintos (contanto caminhos secretos) para chegar ao mesmo ponto. Isso é muito importante, pois o jogo não ganha o estigma de ser linear. Também tem muitos tesouros a serem encontrados, chefões secretos, aliados opcionais, quests opcionais e salas escondidas, as quais, Igniculus, por ser um outro jogador, pode pegar os itens e iluminar caminhos (isso faz toda diferença num túnel completamente escuro).

O seu gameplay é bem sólido, simples e direto. Logo nos primeiros minutos do jogo você ganha a habilidade de voar que lhe abre inúmeras possibilidades de caminhos, além de poder escolher seu caminho e procurar tesouros e colecionáveis. Você tem como optar entre entrar ou não num combate e pegar o inimigo de surpresa. Igniculus também pode cegar seu inimigos para iniciar a luta com vantagem ou simplesmente não lutar.

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O sistema de luta é simples, rápido e divertido. Ele mistura a luta por turno com um sistema ativo. Cada personagem tem sua velocidade na barra de tempo e cada golpe varia entre rápido e muito lento na barra de ação. Quando um personagem está preparando um golpe ou magia na barra de ação e, se ele sofrer um ataque, perderá a ação programada e será jogado um pouco para trás. Além disso pode mudar de personagem sem ter nenhum problema, o que deixa a estratégia bem diversificada. Por fim, Igniculus tem sua própria barra de energia (ele não pode morrer) e pode dar uma pequena cura em seus aliados ou então cegar seus inimigos e atrasá-los em suas ações.

Na parte de equipamento e skills, você conta com sua árvore de habilidades, que é unica para cada personagem, que pode crescer a cada level up, o que acontece mais ou menos a cada 2/3 lutas, fazendo você ter diversas estratégias e usos específicos para cada personagem. Além da árvore de habilidades, existem os cristais chamados de Oculi, que podem ser equipados três por vez. Cada um proporciona uma habilidade diferente. Além dos Oculis básicos de água, fogo e raio, você pode fazer crafting e criar outros tipos de cristais ou então fazer os mesmos jóias mais poderosos e refinadas.

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Child of light poder ser considerada uma grata surpresa para os amantes de RPG e para os que gostam de um bom jogo. Além de ter uma história muito boa com reviravoltas, possui muitos personagens, tendo cada um sua motivação, um cenário que é maravilhoso, quase como uma obra de arte em movimento, com uma orquestra tocando em seu ouvido a música certa e perfeita para cada momento, aliado a um de um gameplay sólido, simples e que dá muitas variações de estratégia.

A nota para essa verdadeira obra de arte é 9.5, tendo como seu ponto fraco alguns puzzles simples e uma dificuldade fácil até metade do jogo. Esses pontos não tiram sua magia , que fez essa ser a melhor experiência com jogos para mim nesse ano até o momento, batendo de frente com muito jogo triple A. Child of Light também foi lançado 100% em português, uma bela iniciativa da Ubisoft.

Vale informar que ele custa apenas U$15 /R$31 e possui duração média de 13 a 15 horas, o que faz esse ser o jogo ser muito em conta, possuindo um belo custo-benefício na relação tempo-preço. Jogo super recomendado!

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Leonardo Coimbra

Administrador, gamer desde Atari e desacreditado de Final Fantasy

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