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Resident Evil 7: Biohazard (PS4, Xbox One e PC) – Review – ReVinha

Não tenha medo de Resident Evil 7

Resident Evil 7: Biohazard pegou todos de surpresa quando foi anunciado, inclusive este que vos espera. Lembra disso? Na E3 do ano passado, 2016, não havia qualquer rumor de que um novo game da série seria mostrado, mas estava lá, na coletiva de imprensa da Sony – inclusive, eu estava presente.

Ainda além: não só um jogo novo da saga, mas também um capítulo numerado, inédito, dando continuidade à série. Não era um spin-off, mas tinha cara. Afinal, o que esperar de um Resident Evil em primeira pessoa? Os anteriores que vieram neste estilo não agradaram tanto. Será que aquele game, que sairia apenas alguns meses depois, no PS4, Xbox One e PC, mudaria a história?

Bem vindo a Dulvey

Resident Evil 7 se passa em Dulvey, cidade fictícia na Louisiana, Estados Unidos. É neste cenário que encontramos Ethan Winters, o protagonista da história, que precisa ir em determinada região para encontrar sua esposa, Mia, desparecida há pelo menos três anos. Ethan não é ninguém conhecido da saga e realmente é um novato, e este é o primeiro ponto importante do jogo.

O game se desenrola assim que Ethan chega ao local da investigação. Uma região pantanosa, até que se depara com uma casa – a residência dos Baker. Após descobrir como entrar, o homem começa sua investigação, surpreendendo-se a cada novo corredor ou porta aberta, a cada segredo desvendado naquele lugar.

O que podemos dizer da história, sem entregar detalhes ou spoilers, é que este novo “Resident” entrega o que promete. Temos um enredo digno da série, com muito a ser falado e revelado, e com personagens carismáticos, ou assustadores, dependendo do seu ponto de vista. A Capcom revelou pouquíssimo do seu enredo e história ao longo dos últimos meses e foi por um bom motivo. O que podemos adiantar é que, bem, você deve se preparar para muita surpresas.

Além disso, a história dura algumas boas horas para justificar seus savegames e, mesmo jogando no fácil ela não é tão rápida assim – no “Normal” adicione pelo menos umas quatro horinhas a mais na aventura. Há pequenas inconsistências e elementos pouco explicados também, mas que não dão brecha para críticas, são apenas detalhes passáveis.

Primeira pessoa, primeiro horror

Sim, este novo Resident Evil é em primeira pessoa, mas não estranhe. Esta é, basicamente, a única diferença notável deste jogo para os anteriores da série – ao menos em relação aos mais clássicos, e inegavelmente mais queridos. Arriscamos dizer que todo o restante do que faz “Resident ser Resident” está lá, inteirinho, e como os fãs gostam. Seus temores foram ouvidos e a Capcom não fez besteira, muito pelo contrário, entregou algo tão bom que fica difícil de achar críticas.

Há armas variadas, quebra-cabeças a serem resolvidos, chaves específicas para um tipo de porta, monstros e aberrações variadas além de, claro, sustos. E não pense você que os sustos são novidades na saga, já que sempre foram uma constante em Resident Evil. Aqui, pela câmera em primeira pessoa, eles estão um pouco mais, digamos, aprimorados.

A exploração e resolução de quebra-cabeças ainda é um dos fortes da série neste jogo. Você vai passar mais tempo tentando encontrar saídas, itens e soluções para enigmas do que lutando contra monstros, e é exatamente isso que faz a série Resident Evil ser especial. Ele não é apenas horror visual, é psicológico. Faz você pensar sob pressão, solucionar problemas sempre com uma preocupação em mente, este é o charme cravado desde o primeiríssimo jogo e está presente aqui da mesma forma.

Na jogabilidade como um todo, Resident Evil 7 volta às raízes, apesar dessa frase ser bastante clichê, porém não define melhor como é o game, seus controles e game design. Quem curtia o que era Resident Evil 1, 2 ou 3 pode ir sem medo de ser feliz em um “New Game” deste novo título que é, sem qualquer exagero, um dos mais desenhados de toda a série.

E quando falo “desenhados”, nem mesmo quero dizer sobre os gráficos, que estão em excelente nível. O jogo tem ótimas cenas em “CG”, mas não faz feio fora delas. É verdadeiramente um Resident Evil de nova geração, provando o que os atuais consoles podem fazer. Um personagem ou outro pode ficar meio estranho aqui ou ali, mas são pequenos pontos, que não estragam tudo.

O jogo vem com “dual audio”, ou seja, dublagem em inglês e japonês, mas esta segunda fica um pouco deslocada, pois todos os personagens são norte-americanos e o game não possui “lip sync”, isto é, a boca dos personagens está programada apenas para o áudio em inglês. Ao menos a Capcom legendou o jogo inteiramente em português, com excelentes escolhas e uma adaptação bem caprichada. Quem não é fluente na língua gringa vai ficar por dentro dos detalhes, até mesmo dos papeis e jornais que encontramos pelo caminho, e que possuem bastante texto.

Conclusão

A Capcom está de parabéns. Resident Evil 7: Biohazard é tudo que você queria e mais um pouco. Do início ao fim, o game vai te deixar grudado na tela. Quando acabar, você vai querer jogar de novo, fazer diferente, tentar de outra forma ou jogar em uma dificuldade acima. O “medo” está em alto nível e a história não cai em momento algum. Gráficos bem bonitos e um conteúdo de respeito fazem deste um dos melhores da série. Vale lembrar que a versão de PS4 ainda é compatível com o PS VR, o que deixa tudo ainda mais assustador. Vá sem medo. Ou com ele. Bem, você entendeu.

 

Nota10

Sobre o Autor

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Felipe Vinha

Jornalista por opção e por formação. Tenta não se viciar muito nos joguinhos eletrônicos, mas não tem jeito, eles são infalíveis na hora de arrancar dinheiro do nosso bolso.

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